A deputada Maria Teresa Gusmão, membro da Comissão F do Parlamento Nacional de Timor-Leste, solicitou ao Governo que não adopte apenas medidas provisórias, mas que estabeleça instituições sustentáveis para apoiar os cidadãos que sofrem de deficiências psicossociais ou doenças mentais. De acordo com a comunicação social de Timor-Leste, a parlamentar destacou que a saúde mental ainda não é uma prioridade.
Gusmão referiu que, em Díli e nos municípios, existem várias pessoas com défices mentais que se encontram em todas as áreas. Embora existam clínicas, como a de Laklubar, a capacidade é insuficiente, uma vez que os espaços disponíveis não são adequados para a crescente procura.
A deputada alertou ainda para os perigos que as doenças mentais representam para a sociedade, como exemplificado por um caso de crime ocorrido em Comoro, onde um indivíduo com problemas mentais agiu de forma violenta, levando à morte de uma vítima. “Não podemos aceitar que situações como esta aconteçam com frequência. O Governo precisa de criar centros de saúde mental dignos, onde as condições sejam humanas e que proporcionem o tratamento e isolamento adequados”, enfatizou.
Maria Teresa Gusmão apelou às famílias para que procurem tratamento para os membros que padecem de problemas mentais, e pediu ao Ministério da Saúde que promova a sensibilização nas comunidades, incentivando uma maior aceitação e compreensão, a fim de evitar a estigmatização e o isolamento.
Por sua vez, Adérito Hugo Martins, representante da comunidade de Comoro, expressou a sensação de insegurança que prevalece entre os moradores devido à presença de pessoas com problemas mentais que circulam livremente, sem o adequado acompanhamento das autoridades de saúde. “Todos desejamos o tratamento adequado, mas se não houver liberdade e acesso a medicação, a comunidade se torna vítima. Exigimos ao Estado que olhe para esta questão com mais atenção”, afirmou.


