Após 64 anos a enaltecer a identidade e a cultura de São Tomé e Príncipe através da literatura, a morte levou Conceição Lima na manhã do dia 15 de maio de 2026.
Nomeada embaixadora da cultura são-tomense em setembro de 2025, Conceição Lima destacou-se como um dos nomes mais traduzidos da literatura de São Tomé, trazendo as suas obras a diversas línguas, incluindo o alemão, árabe, checo, espanhol, francês, galego, inglês, italiano, neerlandês, servo-croata e turco.
A sua obra foi reconhecida em várias ocasiões, tendo conquistado premiadas no Brasil e, mais recentemente, nos Estados Unidos da América. Em 2025, organizou a primeira conferência nacional dedicada a Alda do Espírito Santo, uma figura importante da literatura são-tomense, e em abril de 2026, liderou as comemorações do centenário da poetisa, que é considerada a matriarca da nação são-tomense.
Este último acto cultural teria um significado especial, simbolizando o seu compromisso com a promoção da cultura são-tomense antes de ser surpreendida pela morte. De acordo com a comunicação social de São Tomé e Príncipe, a sua contribuição deixou uma marca indelével na história literária do país.


