A aposta numa prosperidade construída a partir da cooperação entre os dois continentes volta a colocar-se no centro da agenda euroafricana, com o regresso de um dos mais relevantes espaços de diálogo entre a Europa e África. Nos dias 15 e 16 de julho, a Nova SBE, em Carcavelos, Cascais, acolhe a 9ª edição do EurAfrican Forum (EAF2026), que reúne líderes políticos, empresariais, académicos e representantes da sociedade civil de ambos os continentes para dois dias de reflexão estratégica e procura de soluções para desafios comuns.
Sob o tema «Africa Rising: Prosperity Through Global Cooperation», a edição deste ano desenrola-se num quadro marcado por tensões geopolíticas, transição energética, transformação digital, pressão demográfica e desafios climáticos. Segundo o Jornal Tropical, o encontro — promovido pelo Conselho da Diáspora Portuguesa — afirma-se como uma plataforma de referência para o diálogo entre os dois continentes, reforçando o posicionamento de Portugal como espaço de cooperação, investimento e desenvolvimento sustentável, e procurando identificar caminhos para impulsionar o crescimento económico e a competitividade.
Ao longo das duas jornadas, os participantes debaterão seis eixos considerados decisivos para o crescimento sustentável e a inovação entre África e Europa. As discussões abrangem o comércio e o investimento, com enfoque na construção de confiança num mundo multipolar; o capital humano, através do reforço da investigação em saúde por via da colaboração global; e a energia, orientada para futuros resilientes, sustentáveis e inclusivos. A agenda contempla ainda as infra-estruturas, encaradas como motor de desenvolvimento, resiliência e soberania; a inovação e a tecnologia, na perspectiva de escalar ecossistemas digitais; e a geopolítica, em torno da resposta conjunta dos dois continentes à instabilidade global.
A dimensão institucional do encontro fica reforçada pela presença do seu Presidente Honorário, o Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, que assumiu funções a 9 de março de 2026. A sua ligação ao Fórum sublinha a vocação do evento como ponto de encontro de alto nível entre decisores, investidores e líderes da sociedade civil dos dois lados do Atlântico, num momento em que Portugal procura consolidar o papel de ponte entre a Europa e o continente africano.
A importância do Fórum é sublinhada por António Calçada de Sá, Presidente da Direcção do Conselho da Diáspora Portuguesa, que o descreve como «um espaço de construção de confiança entre pessoas, organizações e países. Num momento em que o mundo enfrenta uma profunda transformação económica e geopolítica, torna-se essencial reforçar a cooperação entre Europa e África, promovendo soluções que gerem valor para ambos os continentes e contribuam para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e próspero». O responsável acrescenta que, ao longo de quase uma década, a iniciativa se consolidou como uma plataforma privilegiada para «antecipar tendências, gerar conhecimento, promover novas parcerias e transformar desafios globais em oportunidades partilhadas». A edição de 2026 conta com a participação activa de Conselheiros e Jovens Conselheiros do Conselho da Diáspora Portuguesa, oriundos de diferentes geografias, a quem cabe um papel central na coordenação dos painéis, numa ligação à diáspora que reforça a vocação internacional do encontro e a sua capacidade de aproximar líderes, instituições e projectos africanos e europeus.


