Um grupo de militantes opositores à atual direcção do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) preparou-se para realizar o 11.º Congresso de maneira unilateral já no próximo fim de semana. Este grupo, denominado Grupo de Reflexão para a Salvação e Renovação do PAIGC, é liderado por membros que fazem parte do Governo de Transição que actualmente dirige o país após o recente golpe de Estado.
De acordo com fonte guineense, o grupo afirma ter cumprido com as condições estatutárias necessárias, incluindo a recolha de assinaturas em todo o país, após o insucesso das negociações com a direcção vigente.
Em declarações à comunicação social, Muniro Conté, porta-voz da direcção legal do PAIGC dirigida por Domingos Simões Pereira, declarou que a convocação do Congresso constitui uma violação dos estatutos do partido e acusou o regime de obstruir a realização das reuniões da direcção legítima.
Quando questionado sobre a validade da convocação do Congresso para sábado e domingo, Conté enfatizou que, para a realização do mesmo, é imprescindível uma reunião do Comité Central, convocada de acordo com os estatutos, algo que já foi feito pela direcção legal. Para a data do Congresso ser marcada, é necessário que o Comité Central aprove a composição da Comissão Nacional Preparatória, bem como as subcomissões, dentro de um prazo de 90 dias.
Conté lamentou a falta de resposta por parte do Ministério da Administração Interna à sua missiva solicitando a realização do Congresso, referindo que o regime ordenou aos hotéis que não aceitassem realizar quaisquer eventos promovidos pela direcção legal.


