Um grupo de soldados do 2.º Batalhão da 10.ª Grupo de Forças Especiais dos EUA testou as suas capacidades de infiltração em território hostil num exercício militar realizado no campo de treino de Hohenfels, na Baviera. Durante a operação, que decorreu no mês de fevereiro, os soldados percorreram mais de 145 quilómetros sem serem detectados, conforme reportou o portal especializado Military Times.
A escolha do local, o campo de Hohenfels, não foi acidental. Este espaço é utilizado pelas tropas norte-americanas desde 1951 e é um dos maiores campos de treino da Alemanha, ocupando uma área de 160 quilómetros quadrados na região da Oberpfalz. De acordo com informações publicadas pelo Military Times, durante o exercício, as forças especiais, também conhecidas como “Green Berets”, organizaram-se em equipas de oito ou mais elementos, treinando para situações reais de combate, como a infiltração em áreas atrás das linhas inimigas, o uso de drones e a camuflagem perante as forças adversárias.
Um sargento da equipa afirmou numa declaração ao Military Times que “não se trata de um passeio fácil no bosque”, referindo-se aos desafios impostos pelas condições invernais. Os soldados tiveram que se resguardar durante o dia e avançar durante a noite, com o objetivo de minimizar o risco de serem descobertos por radar ou pela observação humana. “O intuito é levar as nossas equipas ao limite e testar a sua adaptação a circunstâncias em evolução”, acrescentou.
O mesmo soldado destacou também que este exercício visa preparar as forças americanas para as realidades da guerra moderna, reproduzindo as condições do campo de batalha, incluindo o ambiente complexo da guerra electrónica. O uso crescente de drones nos conflitos traz novos desafios para as tropas no terreno, uma vez que a tecnologia moderna pode identificar fontes de calor e movimento. Por isso, a camuflagem tornou-se mais crucial do que nunca.
Durante o exercício em Hohenfels, os soldados não contaram com equipamentos de proteção especial, mas a força armada americana tenta constantemente melhorar a sua capacidade tecnológica. Há investigações em curso para desenvolver fatos de corpo inteiro que bloqueiem a radiação térmica, de modo a que os sensores não consigam detetar os soldados. No entanto, muitas empresas ainda estão à procura de soluções eficazes neste campo, sem um avanço significativo até ao momento.
Este exercício, como avançou o Military Times, é uma importante oportunidade para os soldados testarem e melhorarem as suas habilidades necessárias para realizar operações de infiltração com segurança e eficácia em ambientes hostis.


