A colecção de obras de arte do Ministério da Cultura passa a estar parcialmente disponível na Internet, através de um novo catálogo digital que reúne peças adquiridas pelo Estado luxemburguês desde meados da década de 1980. A plataforma permite ao público descobrir de forma interactiva parte de um acervo que conta actualmente com mais de 750 obras de cerca de 350 artistas.
Cerca de um terço da colecção já pode ser consultado no catálogo. Segundo o Governo do Luxemburgo, a plataforma continua em desenvolvimento e será enriquecida todos os anos com novas obras. O objectivo passa por aumentar a visibilidade dos artistas e facilitar o acesso do público à história da arte nacional, dando espaço tanto a criadores emergentes como a nomes reconhecidos e figuras de referência da criação luxemburguesa.
O ministro da Cultura, Eric Thill, considera que a disponibilização das obras na Internet permitirá valorizar o trabalho dos artistas e aproximar a colecção de um público mais vasto. Até agora, grande parte deste património podia ser encontrada sobretudo em instituições e ministérios do Estado, embaixadas luxemburguesas no estrangeiro, representações permanentes do Luxemburgo, administrações, institutos e outros estabelecimentos públicos sob tutela do Ministério da Cultura.
A presença das obras nesses espaços resulta de uma política de empréstimos de longa duração, destinada também a contribuir para a valorização artística das instituições públicas. A colecção dispõe de um orçamento anual próprio e procura cumprir duas missões: representar a diversidade da criação contemporânea luxemburguesa e, simultaneamente, preservar e promover o património cultural do país.
Desde 2019, as aquisições são decididas por uma comissão própria, com base em concursos dirigidos a galerias estabelecidas no Luxemburgo ou directamente aos artistas. Os seus membros podem igualmente realizar trabalho de prospecção e apresentar propostas de compra. A comissão integra Gabriele D. Grawe, da Villa Vauban; Claudine Hemmer, do Ministério da Cultura; o especialista independente e presidente Clément Minighetti; Lis Hausemer e Michèle Walerich, ambas ligadas ao Museu Nacional de Arqueologia, História e Arte.
O lançamento do catálogo concretiza ainda duas recomendações do Kulturentwécklungsplang 2018-2028: revalorizar a colecção de arte do Ministério da Cultura e desenvolver uma estratégia digital para o património cultural nacional. De acordo com o Governo do Luxemburgo, o projecto é desenvolvido em estreita colaboração e com o apoio do Museu Nacional de Arqueologia, História e Arte, enquanto a coordenação estratégica cabe ao serviço ministerial responsável pela estratégia digital cultural.



