Uma reflexão escultórica sobre a identidade nacional e os laços da diáspora chegou hoje ao Centro Cultural Português Camões, em Luxemburgo, com a inauguração da exposição «Atlas Lusitano», do escultor Frederico Ferreira, que assina a sua obra como FRED. A cerimónia reuniu centenas de membros da comunidade lusófona que quiseram estar perto do Presidente da República, bem como um conjunto de personalidades de relevo no plano diplomático e político.

A abertura contou com a presença do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, do Ministro da Cultura do Luxemburgo, Eric Thill, e do Presidente da Câmara dos Deputados luxemburguesa, Claude Wiseler, acompanhado da sua esposa, Isabel Wiseler Lima.

Estiveram igualmente presentes o Embaixador de Portugal no Luxemburgo, Pedro Sousa e Abreu, o Embaixador Francisco Vaz Patto — actual Chefe do Protocolo do Estado no Ministério dos Negócios Estrangeiros português, responsável por acompanhar o Chefe de Estado em missões oficiais e com quem o editor do Letzebuerg Hoje teve o prazer de privar quando trabalhava como jornalista na Ásia, altura em que Francisco Vaz Patto exercia funções de Embaixador na Tailândia —, bem como o Cônsul Honorário do Brasil no Luxemburgo, André Bezerril, e a sua esposa.

Organizada pela Embaixada de Portugal e pelo Centro Cultural Português Camões, e comissariada por D. André de Quiroga, a mostra permanecerá patente ao público até 25 de Setembro.

Com quatro grupos escultóricos que exploram abordagens plásticas distintas em torno de um mesmo eixo temático, a exposição propõe um percurso de múltiplas faces: entre o aço e o rosto, entre o passado e o porvir, as obras interrogam que Europa está hoje a ser construída e que lugar nela ocupa o corpo português. Os materiais convocados — a cortiça, o azulejo, a cerâmica — dialogam com a verticalidade gótica do estilo manuelino, cujo florescimento em Portugal coincidiu com a era dos Descobrimentos.


