Tocar, percorrer e recriar as obras — em vez de as observar à distância — está no centro de uma exposição de arte infantil que abre ao público no dia 26 de julho, em Macau. Chama-se «Echo, o Caminhante do Vento» e ocupa dois espaços em simultâneo: a galeria do 3.º andar do Museu de Arte de Macau e o Lion Lobby do MGM COTAI. A cerimónia de inauguração terá ambas as galerias a abrir portas no mesmo dia. A iniciativa integra o 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau.
A mostra gira à volta de Echo, uma criatura enigmática imaginada pela artista Ekokaxi Wang. Barro, papel, fios e esponja dão corpo a um universo paralelo pensado para ser palpado. O visitante entra numa instalação monumental com a forma de um corpo humano, que serve ao mesmo tempo de percurso e de lugar de repouso. Há ainda uma zona de criação com blocos de construção à escala gigante, inspirados em elementos de Macau, um universo habitado por «Echos» de grande dimensão e uma colecção de manuscritos, documentos e esboços que deixam ver o processo criativo por detrás de tudo.
E o «não tocar» dos museus? Fica à porta. A exposição rompe deliberadamente com essa regra e convida crianças e adultos a interpretar cada peça à sua maneira, a aprender enquanto brincam e a ajudar a construir o próprio espaço. O objectivo é claro: deixar que uns e outros abandonem por momentos os papéis sociais e reencontrem uma curiosidade que anda muitas vezes adormecida.
À exposição junta-se um programa paralelo, «Arte para Famílias no Verão», concebido para pais e filhos explorarem juntos o mundo de Echo. Entre as propostas contam-se um «Passeio Nocturno para Pais e Filhos» e uma «Jornada de Exploração Artística entre Pais e Filhos», que ligam os dois espaços e incluem a criação de personagens tridimensionais. Quem participar pode ainda levar para casa os peluches da série «Deambulando num Mundo Paralelo», inspirados nas criaturas coloridas da mostra. As actividades são gratuitas, mas há um senão: as vagas são limitadas e algumas exigem inscrição prévia através da «Conta Única de Macau», com os lugares atribuídos por sorteio.
Apresentada em parceria pelo Instituto Cultural e pela MGM, a exposição fica patente até 11 de outubro. Um pormenor que convém não esquecer: em algumas áreas interactivas o uso de meias é obrigatório, pelo que os visitantes devem levar as suas. No dia da inauguração funcionará também um autocarro gratuito, de sentido único, entre o Museu de Arte de Macau e o MGM COTAI, com lugares limitados e atribuídos por ordem de chegada.


