O reforço da cooperação económica e cultural entre comunidades insulares esteve no centro da passagem de Timor-Leste por Yeosu, na República da Coreia. O país juntou-se à Conferência Mundial das Cidades Insulares 2026 e à abertura da Feira Mundial das Ilhas, levando consigo o café, o tais, o artesanato e a música. A delegação foi conduzida pelo Ministro do Comércio e Indústria, Filipus Nino Pereira, e pelo Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Soares Cristóvão. Cultura e negócio andaram de mãos dadas.
Sob o lema «Ilhas do Mundo, Promessa de Futuro», a conferência reuniu representantes de cidades e territórios insulares, organizações internacionais e especialistas de vários países. Os trabalhos giraram em torno do desenvolvimento sustentável, da conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, do intercâmbio cultural e do turismo sustentável. No jantar de boas-vindas, o ministro timorense sublinhou o que une estes territórios. «Enquanto nações e comunidades insulares do mundo, partilhamos aspirações semelhantes: desenvolvimento sustentável, comunidades fortes e maiores oportunidades através do comércio, investimento, turismo e intercâmbio cultural», afirmou.
Fora do palco principal, houve encontros de trabalho. Com o Presidente da Câmara de Yeosu, Seo Young-hak, ficaram em cima da mesa programas de intercâmbio, promoção turística e as indústrias criativas. Na Zona Económica Livre da Baía de Gwangyang, o Comissário Koo Choong-gon recebeu a comitiva, acompanhada pelo Embaixador António de Sá Benevides, para falar de comércio, investimento e do funcionamento destas zonas — da indústria transformadora à logística, das energias renováveis às pescas e às tecnologias digitais. Filipus Nino Pereira recordou o momento: o país caminha para uma integração económica mais profunda no seio da ASEAN.
A Feira Mundial das Ilhas mantém-se aberta até 4 de novembro, e é aí que Timor-Leste montou espaço próprio, com o património, as artes e os produtos nacionais em destaque. A comitiva percorreu ainda os pavilhões das restantes delegações, num contacto directo com outras comunidades insulares. Houve também tempo para uma visita à Universidade Católica Kwandong. No balanço, a deslocação serviu para mostrar o país, alimentar o diálogo internacional sobre o futuro das ilhas e abrir portas a novas parcerias com a República da Coreia na cultura, no turismo, no comércio e no investimento.


