O controlo de um dos mais antigos blocos petrolíferos ao largo de Cabinda está prestes a mudar de mãos. A petrolífera angolana Etu Energias assinou um Contrato de Compra e Venda com a Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), subsidiária da Chevron, para adquirir 31% do Bloco 14 e 15,5% do Bloco 14K, ambos situados na zona offshore de Cabinda, numa operação avaliada em 260 milhões de dólares.
O negócio resulta do exercício do direito de preferência da empresa, já parceira nas duas licenças. Actualmente, detém 29% do Bloco 14 e 14,5% do Bloco 14K. Concluída a transacção, esse controlo sobe para 60% no primeiro e 30% no segundo.
De acordo com o comunicado citado pelo Expansão, a data económica efectiva da operação é 1 de janeiro de 2026. O acordo prevê ainda pagamentos contingentes que poderão atingir 25 milhões de dólares por ano, até um limite global de 250 milhões até 2038, associados ao eventual desenvolvimento futuro do campo PKBB e condicionados à evolução do preço do petróleo e dos níveis de produção.
A Etu Energias pretende assumir a função de operadora do Bloco 14. A decisão fica dependente da aprovação das autoridades reguladoras angolanas, nomeadamente da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
Os números ajudam a perceber o peso do activo. O Bloco 14 produz actualmente cerca de 42 mil barris de petróleo por dia, dos quais aproximadamente 13 mil correspondem à parcela líquida associada às participações adquiridas à Chevron. Em matéria de reservas, o campo dispõe de perto de 93 milhões de barris brutos em produção, cabendo à Etu Energias cerca de 29 milhões.


