A suspensão total dos serviços autárquicos está marcada para a próxima segunda-feira, caso não sejam liquidados quatro meses de salários em atraso aos funcionários do Conselho Municipal de Quelimane, em Moçambique. O anúncio foi feito ao quinto dia consecutivo de paralisação.
Nem tudo ficou parado. Na quarta-feira, os funcionários abriram uma excepção e mantiveram em funcionamento os serviços de arrecadação de receitas e a funerária, para dar resposta a situações urgentes. Essa tolerância termina hoje. A partir de segunda-feira, apenas os cemitérios continuarão a operar.
O descontentamento é visível dentro do próprio edifício municipal. Os trabalhadores levaram utensílios de cozinha para as instalações da autarquia, onde passaram a fazer as suas refeições — um gesto que traduz a firmeza da contestação.
Em declarações ao Notícias Online, o representante dos funcionários, Bonifácio Cidade, afirmou que o encontro previsto para ontem com o presidente do município, Manuel de Araújo, não se concretizou. A ausência de uma resposta concreta por parte da edilidade, segundo o mesmo responsável, terá levado os trabalhadores a endurecer a posição.
O Jornal Notícias apurou que Manuel de Araújo regressou a Quelimane na noite de ontem. Até ao fecho da notícia, porém, não se havia reunido com os representantes dos funcionários. As tentativas daquele órgão de comunicação para obter um posicionamento oficial da câmara municipal também não tiveram êxito.


