O reforço da competitividade e da produtividade da economia, através do investimento em inovação e investigação, da digitalização das pequenas e médias empresas e da aceleração da transição energética, esteve no centro de uma nova ronda de diálogo social nacional realizada no âmbito do Semestre Europeu.
O encontro reuniu o ministro da Economia, das PME, da Energia e do Turismo, Lex Delles, e o ministro das Finanças, Gilles Roth, com os parceiros sociais. Tratou-se da segunda entrevista do ano dedicada à matéria, após a que se realizara a 27 de abril, e serviu para fazer o ponto de situação sobre o relatório-país de 2026 e sobre as propostas de recomendações específicas dirigidas ao Luxemburgo para o período de 2026-2027, publicadas em junho no quadro do «Pacote da Primavera» da Comissão Europeia.
Estas propostas surgiram na sequência da submissão pelo Luxemburgo, no final de abril, do segundo Relatório anual de progresso do seu Plano orçamental e estrutural de médio prazo. O objectivo da reunião passou por debater a análise da Comissão Europeia e as respostas a dar às recomendações apresentadas, com particular incidência nas orientações relativas à inovação, à investigação e desenvolvimento e à digitalização das PME, bem como à transição energética e à modernização das infra-estruturas.
Para o ministro da Economia, o processo europeu oferece uma bússola valiosa num momento de acentuada instabilidade. «Num contexto marcado pelas tensões geopolíticas, pelas incertezas comerciais e pelos desafios climáticos, o Semestre Europeu fornece orientações preciosas para guiar a nossa acção comum à escala europeia. Para reforçar a competitividade e a produtividade, temos de continuar a investir na inovação e na I&D, acelerar a digitalização das PME, simplificar o quadro regulamentar, reduzir os encargos administrativos, acelerar a implantação das energias renováveis e reforçar as nossas capacidades de armazenamento. Estas prioridades exigem investimentos ambiciosos, tanto a nível nacional como europeu, com o mercado interno como alavanca central, preservando ao mesmo tempo a sustentabilidade das finanças públicas. As recomendações dirigidas ao Luxemburgo para 2026-2027 inscrevem-se na continuidade dos esforços já empreendidos», declarou Lex Delles.
Já o ministro das Finanças destacou a solidez das contas públicas como base para responder às exigências europeias sem comprometer o modelo social. «O nosso modelo social luxemburguês constitui o alicerce da nossa paz social, da nossa estabilidade e da nossa prosperidade. Esta convicção orienta igualmente o diálogo social no âmbito do Semestre Europeu. As nossas finanças públicas sólidas permitem-nos responder às recomendações europeias. Em conjunto com os parceiros sociais, trabalhamos para reforçar a nossa competitividade através da inovação, de forma a sustentar um crescimento duradouro, preservando ao mesmo tempo o nosso modelo social e a sustentabilidade das nossas finanças públicas», sublinhou Gilles Roth.


