A cunhagem oficial da nova série de moedas em euros do Luxemburgo arrancou na fábrica da Monnaie de Paris em Pessac, perto de Bordéus, marcando a primeira renovação das faces nacionais das moedas luxemburguesas desde a introdução do euro, em 2002. As oito novas denominações, de 1 cêntimo a 2 euros, ostentam todas o cunho de 2026 e trazem, pela primeira vez, o retrato do Grão-Duque Guillaume, que sucedeu ao pai, o Grão-Duque Henri, há nove meses.
A cerimónia contou com a presença do próprio Grão-Duque, do ministro das Finanças, Gilles Roth, e do presidente do Banco Central do Luxemburgo (BCL), Gaston Reinesch. Segundo o comunicado conjunto divulgado pelo ministério das Finanças, pela Casa do Grão-Duque e pelo BCL, a visita permitiu à delegação luxemburguesa acompanhar de perto as várias etapas de fabrico das moedas, desde a gravura e a preparação das ferramentas de cunhagem até ao processo de moedagem propriamente dito.

O momento alto da visita foi a cunhagem inaugural da primeira moeda de 2 euros da nova série, realizada pelo próprio Grão-Duque na presença dos colaboradores da Monnaie de Paris e da artista Chiara Principe, autora do novo grafismo das moedas. As novas faces nacionais combinam o retrato do chefe de Estado luxemburguês com elementos simbólicos da identidade do país, nomeadamente o leão coroado e uma representação estilizada da bandeira nacional.
As novas moedas começarão a ser postas em circulação de forma progressiva pelo Banco Central do Luxemburgo a partir de 13 de Julho. As peças já existentes, emitidas desde 2002, mantêm o seu curso legal e continuarão a circular em paralelo com a nova série, pelo que os consumidores não precisam de substituir as moedas que já têm em posse.
Na sua intervenção, o ministro das Finanças, Gilles Roth, sublinhou o significado simbólico da nova emissão: «As novas moedas exprimem a continuidade do nosso Estado, da nossa nação e da nossa dinastia. Elas incarnam a nossa unidade nacional e o nosso futuro comum no seio da Europa. As moedas não se limitam a fazer circular bens e serviços. Elas transportam consigo a confiança, a memória, a identidade, bem como uma certa ideia do futuro.»
Por seu lado, o presidente do BCL, Gaston Reinesch, classificou o momento como «uma etapa institucional, um momento de continuidade dinástica e um acontecimento histórico importante para a nossa moeda». Reinesch destacou ainda o papel do banco central na coordenação do projecto, conduzido em concertação com a Casa do Grão-Duque e em colaboração com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças, sublinhando «a importância de uma boa cooperação entre as instituições».
À margem da cerimónia na Monnaie de Paris, o Grão-Duque e a delegação luxemburguesa mantiveram também vários encontros institucionais em Bordéus. O chefe de Estado foi recebido, na véspera, pelo presidente da câmara de Bordéus, Thomas Cazenave, e pela prefeita da região Nova Aquitânia e do departamento da Gironda, Sophie Brocas.


