A protecção dos recursos naturais e a conservação dos ecossistemas voltaram a ser apontadas como condição indispensável para a sobrevivência humana e para o equilíbrio ambiental, num apelo ao envolvimento colectivo de cidadãos, comunidades e instituições. A mensagem foi dirigida a uma região onde a diversidade biológica sustenta directamente a economia familiar e a segurança alimentar de milhares de agregados, no quadro das celebrações do Dia Mundial da Biodiversidade, assinalado a 22 de maio.
Em causa está o conjunto de ecossistemas que caracterizam a província moçambicana de Nampula, nomeadamente os mangais costeiros, as florestas de miombo, os cursos de água e as áreas agrícolas que servem de base à subsistência de milhares de famílias. Esta riqueza ecológica é apresentada como uma herança que ultrapassa o domínio estritamente ambiental, integrando-se na própria identidade económica e social da região e exigindo, por essa razão, uma abordagem articulada de conservação a longo prazo.
“Hoje celebramos a vida em todas as suas formas. A biodiversidade é o alicerce da nossa sobrevivência, assegura o ar que respiramos, a água que bebemos, os alimentos que colhemos e o equilíbrio do clima”, afirmou o governador provincial, Eduardo Mariamo Abdula, citado pelo jornal IKWELI. O responsável defendeu que a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais devem assumir-se como prioridade, num contexto em que os desafios ambientais exigem maior consciência por parte das comunidades e das instituições. “Proteger esta herança não é apenas uma obrigação do Estado, mas uma responsabilidade de cada cidadão”, sublinhou.
O empenho do Governo Provincial em prosseguir iniciativas de conservação e de restauração ambiental foi igualmente reiterado, com a tutela a sublinhar que a defesa da biodiversidade é determinante para assegurar uma qualidade de vida digna e um futuro sustentável às gerações vindouras. De acordo com a imprensa moçambicana, o reforço destas políticas surge num momento em que a pressão sobre os ecossistemas locais se intensifica, exigindo respostas articuladas entre o poder público, as organizações da sociedade civil e as populações que dependem directamente dos recursos naturais.


