Um programa de quatro dias que conjuga cerimónias oficiais, actividades culturais, gastronomia local e concertos musicais assinala o 24.º aniversário da Restauração da Independência de Timor-Leste, sob o lema «Juntos construiremos uma pátria cada vez mais justa, inclusiva e resiliente». As festividades decorrem até ao dia 20 de maio e têm como palco principal a Praça de Tasi-Tolu, em Díli, capital de Timor-Leste.
A inauguração oficial da Feira Nacional, a 17 de maio, marcou o arranque das comemorações, presidida pelo Presidente da República, José Ramos-Horta, e pelo Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão. Na mensagem dirigida à população, o Chefe de Estado agradeceu o trabalho da comissão organizadora e de todos os participantes, felicitando o povo timorense, tanto no território nacional como na diáspora, pela efeméride. Por seu turno, o Ministro da Administração Estatal e Presidente da Comissão Organizadora, Tomás do Rosário Cabral, sublinhou que o dia 20 de maio constitui «um símbolo do sacrifício, do sonho e da determinação do povo timorense para ser livre e soberano».
O programa prossegue a 19 de maio com uma Missa de Acção de Graças na Sé Catedral de Díli, seguida da deposição de flores em homenagem aos Heróis da Pátria no Cemitério de Santa Cruz. As cerimónias do hastear e do arriar da Bandeira Nacional estão agendadas para 20 de maio, na Praça de Tasi-Tolu, com o içar previsto para as 9 horas, após a formatura das forças em parada às 8 horas, e o arriar marcado para as 17 horas. A Feira Nacional reúne 81 grupos de culinária e 72 artesãos e produtores, com o objectivo de promover produtos locais e fomentar a participação económica da população, encerrando a 20 de maio com um concerto musical a partir das 18 horas.
A cerimónia inaugural contou com a presença de representantes dos órgãos de soberania, membros do Parlamento Nacional e do Governo, elementos das F-FDTL e da PNTL, comunidades locais e convidados internacionais, entre os quais o Secretário-Geral da ASEAN, Kao Kim Hourn, e embaixadores de países como a Austrália e a Indonésia. As actuações de grupos culturais dos moradores do Posto Administrativo de Uatocarbau, no Município de Viqueque, marcaram igualmente o evento, conferindo-lhe uma forte dimensão identitária.


