O novo caça KF-21 Boramae da Coreia do Sul irá, ainda este ano, assumir gradualmente o papel de coluna vertebral da Força Aérea sul-coreana. Considerado uma aeronave de 4,5 geração, este jato é equipado com eletrónica moderna e uma rede de comunicação aprimorada, posicionando-se entre os antigos modelos de quarta geração e os verdadeiros caças furtivos de geração completa.
Segundo informações publicadas pelo “Seoul Economic Daily”, o KF-21 é maior que os modelos F-16 e F-35, mas menor que os F-15 e F-22. A sua velocidade máxima atinge Mach 1,81 e tem uma autonomia de 2900 quilómetros.
Movido por dois motores F414 da GE Aerospace, o KF-21 oferece quase 100 quilonewtons de potência. A aeronave está equipada com um canhão de 20 milímetros, mísseis ar-ar, como o AIM-120, mísseis ar-terra, como o AGM-65, e diversas bombas guiadas, conforme reportado pela publicação especializada “19FortyFive”.
Embora não seja um verdadeiro caça furtivo como o F-35, o KF-21 apresenta uma assinatura radar significativamente inferior a outros modelos clássicos de quarta geração. A forma do fuselagem é projetada para reduzir as reflexões radar.
Com um radar AESA moderno, fusão de sensores e links de dados criptografados, o KF-21 é capaz de detectar alvos a grandes distâncias, compartilhar informações com outras aeronaves e ser usado em combates interconectados, de acordo com o “Seoul Economic Daily”.
Um dos principais atractivos deste jato é o seu custo. O investimento e a operação serão consideravelmente mais baratos do que os modelos de total stealth. Para países que não conseguem ou não desejam manter uma frota exclusivamente composta por F-35, o KF-21 poderá revelar-se uma alternativa viável. A sua capacidade ultrapassa claramente a dos antigos caças de quarta geração, na perspectiva da “19FortyFive”.


