O Centro Nacional para Vítimas de Violências (CNVV) do Luxemburgo alargou significativamente o seu âmbito de actuação ao completar um ano de existência, passando a garantir apoio ininterrupto, 24 horas por dia e sete dias por semana, e disponibilizando uma linha de ajuda nacional com o número único 2060 1060. As medidas entraram em vigor a 1 de Maio de 2026 e representam uma expansão concreta dos serviços prestados desde o lançamento da estrutura, em Abril de 2025.
No primeiro ano de funcionamento, o CNVV acompanhou 397 vítimas de diferentes formas de violência, dados que, segundo o Governo do Luxemburgo, confirmam a necessidade de uma resposta centralizada e de carácter humano. O centro, administrado pela Cruz Vermelha luxemburguesa em colaboração com os ministérios da Saúde, da Justiça, dos Assuntos Internos e da Educação, está aberto a todas as pessoas, independentemente da idade ou do género, e oferece um ambiente seguro e acolhedor para quem procura apoio.
“Estes números revelam a dimensão da necessidade. O CNVV possibilita às vítimas darem o primeiro passo, à sua maneira, num ambiente seguro e neutro”, afirmou Ashanti Berrend, responsável pelo centro. A assistência prestada assenta em quatro eixos complementares — psicossocial, médico, jurídico e policial — e apoia-se numa vasta rede de parceiros para garantir orientação eficaz e ajustada a cada situação.
A disponibilidade contínua foi tornada possível pelo reforço da equipa, que passou a integrar novos assistentes sociais, educadores, enfermeiros e psicólogos, todos com formação especializada assegurada pela organização SOS Détresse. A linha nacional 2060 1060 oferece escuta, informação e encaminhamento tanto às vítimas directas de violência como aos seus familiares.
Em parceria com o ministério da Justiça, o CNVV garante igualmente consultas jurídicas gratuitas de forma semanal, reforçando a protecção legal das vítimas. “A nossa responsabilidade face à violência é agir de forma firme contra os agressores e oferecer às vítimas uma ajuda concreta e facilmente acessível, incluindo no plano jurídico”, declarou a ministra da Justiça, Elisabeth Margue.
A ministra da Igualdade de Géneros e Diversidade, Yuriko Backes, considerou que o balanço do primeiro ano confirma o cumprimento do plano traçado aquando do lançamento do projecto-piloto. “Com o CNVV acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, atingimos um marco decisivo para garantir que cada vítima de violência tenha acesso imediato a um apoio global, humano e profissional. A nossa mensagem é clara: não estão sós e ajuda está disponível a qualquer momento”, sublinhou.
Martine Deprez, ministra da Saúde e Segurança Social, destacou que o centro transformou a assistência às vítimas ao substituir uma abordagem fragmentada por uma resposta mais coordenada e integrada na dimensão médico-legal. Por sua vez, Léon Gloden, ministro dos Assuntos Internos, reafirmou que a polícia está especialmente preparada para apoiar as vítimas e que “a violência não tem lugar na nossa sociedade”.


