Uma jornada de terreno dedicada ao caminho-de-ferro e aos deslocamentos transfronteiriços coloca hoje em destaque os investimentos ainda necessários para facilitar a vida de milhares de trabalhadores que atravessam todos os dias a fronteira entre a Bélgica e o Luxemburgo. É este o mote da visita que decorre esta quinta-feira, 27 de agosto, à província belga do Luxemburgo.
Yuriko Backes, ministra da Mobilidade e dos Trabalhos Públicos, conduz a iniciativa ao lado do homólogo belga, Jean-Luc Crucke, ministro federal da Mobilidade, do Clima e da Transição Ambiental. O objectivo é claro. Trata-se de fazer o balanço dos progressos alcançados desde o encontro sobre os desafios da mobilidade transfronteiriça, realizado em Libramont em 2025, e de pesar os investimentos que faltam para melhorar as deslocações de quem depende diariamente da fronteira.
Ao longo do dia, os dois ministros percorrem vários locais emblemáticos — Marbehan, Habay, Viville e Arlon —, privilegiando o comboio nos trajectos. As conversas centram-se na melhoria da oferta ferroviária, na acessibilidade das estações e na intermodalidade. Em cima da mesa estão também as infra-estruturas indispensáveis para tornar o transporte sobre carris mais atractivo.
O encontro reflecte a aposta dos dois países numa cooperação reforçada para responder a desafios comuns e promover soluções sustentáveis. No centro das preocupações continuam os milhares de fronteiriços que ligam, dia após dia, as duas margens da fronteira.


