Trinta habitações destinadas ao arrendamento a preços acessíveis estão a ganhar forma em Esch-Belval, no sul do país, e deverão acolher os primeiros inquilinos assim que a obra ficar concluída. O Estado investiu 20.615.258 euros na compra destes fogos, integrados no projecto residencial «ROOTS», ao abrigo do programa de aquisição em estado futuro de acabamento (VEFA). A festa do bouquet, cerimónia que assinala o fecho da estrutura do edifício, decorreu esta sexta-feira, 11 de Setembro.
Segundo o Governo do Luxemburgo, o empreendimento é promovido pela BPI Real Estate Luxembourg, cabendo à Sociedade Nacional das Habitações a Custos Reduzidos (SNHBM) acompanhar a construção e, mais tarde, gerir e arrendar as habitações. Presente na cerimónia, o ministro da Habitação e do Ordenamento do Território, Claude Meisch, sublinhou que a etapa aproxima o momento em que estas famílias poderão construir ali o seu lar e participar plenamente na vida do bairro. O responsável destacou também a cooperação estreita entre os sectores público e privado, que permite ao Estado alargar depressa o parque de habitação acessível.
O verdadeiro fôlego do programa está, contudo, nos números que se seguem. Uma primeira dotação de 480 milhões de euros permitiu adquirir ou reservar 830 habitações, com capacidade para cerca de 2.600 residentes. Agora, o Governo mobiliza mais 300 milhões de euros para dar continuidade ao dispositivo. A aquisição em VEFA afirma-se, deste modo, como um instrumento central da política nacional de habitação, capaz de aumentar rapidamente a oferta e, ao mesmo tempo, sustentar a actividade do sector da construção.
Há novidades no modelo. O Estado passa a poder comprar apenas parte dos fogos de um empreendimento, multiplicando os projectos elegíveis e afinando o uso do dinheiro público. Ao entrar logo no arranque da comercialização, funciona como uma espécie de reserva-âncora — assegura parte das vendas, reforça a confiança dos compradores privados e ajuda a atingir o limiar de pré-venda que os bancos exigem para financiar as obras. A escolha de Belval não foi ao acaso: o local responde às directrizes do Programa Director de Ordenamento do Território, que privilegia a construção de habitação em zonas com bom acesso a infra-estruturas, serviços essenciais e transportes públicos.



