A gestão dos recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Rovuma poderá entrar numa nova fase de desenvolvimento sustentável, assente numa maior protecção ambiental e no uso racional da água. Na origem está um acordo recentemente assinado por Moçambique, Tanzânia e Malawi, os três países que partilham esta bacia transfronteiriça.
O instrumento cria um mecanismo permanente de cooperação. O objectivo é claro: reforçar a gestão integrada dos recursos hídricos que atravessam fronteiras, conservar os ecossistemas e assegurar que a utilização da água responda às necessidades das gerações actuais e futuras. Não se trata apenas de repartir caudais. Trata-se de coordenar políticas comuns num território dividido por três Estados.
A criação de uma comissão dedicada é encarada como um passo estratégico. Deverá impulsionar o desenvolvimento socioeconómico das comunidades que vivem ao longo da bacia, através da coordenação de políticas de protecção ambiental, da prevenção de riscos ligados às mudanças climáticas e da mitigação de cheias e secas. O uso sustentável dos recursos naturais surge como fio condutor de todo o processo.
O Rio Rovuma delimita grande parte da fronteira entre Moçambique e a Tanzânia. Estende-se por cerca de 800 quilómetros e a sua bacia hidrográfica ronda os 155.500 quilómetros quadrados. Desse total, 65,39 por cento situam-se em território moçambicano, 34,30 por cento na República Unida da Tanzânia e apenas 0,31 por cento no Malawi, segundo o Jornal Notícias.


