A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) vai aumentar de 400 para 700 o número de vagas disponíveis no seu próximo processo de recrutamento, depois de o Comandante Geral, Assistente Afonso da Costa, ter reconhecido que o contingente inicialmente previsto era insuficiente para responder às necessidades actuais da força policial.
Afonso da Costa sublinhou que os novos elementos a integrar a corporação devem reflectir uma composição mais diversificada, com especial atenção à inclusão de jovens. “Os novos membros da polícia, oriundos do Comando Geral, devem ter em consideração a diversidade etária e a inclusão de jovens, uma vez que é necessária uma nova abordagem em termos de composição do corpo policial”, declarou o responsável.
O comandante anunciou que a proposta será submetida ao Ministro da Administração Interna para que as novas vagas sejam preenchidas em tempo útil. A urgência do processo decorre, em parte, da proximidade das eleições presidenciais e legislativas no país. “É urgente avançar com o processo, dado que se aproximam as eleições presidenciais e legislativas”, afirmou Afonso da Costa.
O processo contará com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Portugal, que irá supervisionar o recrutamento e conduzir os testes de selecção. O comandante esclareceu que a iniciativa não é uma organização governamental directa, mas sim uma acção apoiada pela congénere portuguesa. O recrutamento anterior foi considerado mal sucedido, e as novas regras visam eliminar práticas de nepotismo que terão comprometido processos anteriores.
A preocupação com a transparência do processo foi também expressa por cidadãos timorenses. Mariano Gonçalves, um jovem de Timor-Leste, alertou para os riscos de uma selecção condicionada por laços de poder. “A prática do nepotismo poderá enfraquecer o sistema policial, se a maioria dos candidatos for ligada a pessoas do poder”, disse, apelando a critérios claros e a um resultado justo para todos os candidatos.
A nova abordagem ao recrutamento da PNTL pretende não apenas fortalecer a capacidade operacional da força, mas também recuperar a confiança da população timorense nas suas instituições de segurança.


