O Programa de Saúde Escolar volta às escolas de Timor-Leste, depois de um interregno provocado pela falta de equipamento. A retoma partiu do Ministério da Educação (ME), que reactivou igualmente a distribuição do material indispensável para pôr a iniciativa a funcionar. Em causa está um objectivo claro: proteger os alunos de doenças infecciosas e devolver-lhes condições para aprender.
Saúde e aprendizagem andam de mãos dadas. Foi essa a ideia sublinhada pelo director-geral do Ensino Secundário Geral e do Ensino Técnico Vocacional, Deolindo da Cruz, ao justificar por que razão o programa é tido como essencial. A promoção da saúde nas escolas serve, segundo o responsável, para educar os estudantes a viver de forma saudável e para travar a propagação de males como a dengue, a diarreia e as infecções respiratórias agudas.
«O nosso intuito é garantir que todos os estudantes tenham acesso a uma saúde que os preserve de doenças infecciosas, permitindo-lhes participar no processo de aprendizagem de forma eficaz», afirmou, em declarações citadas pelo The Dili Weekly.
Sem condições, não há aprendizagem efectiva. O director-geral insistiu neste ponto, lembrando que a saúde é um factor decisivo no percurso escolar. Para reforçar a aplicação do programa, o ministério preparou um conjunto de material que inclui sabão, detergente, toalhas pequenas, baldes, desinfectante para as mãos e o fornecimento de água potável.
A vertente informativa é o outro pilar da iniciativa. O director nacional da Educação e Promoção da Saúde, Jaime dos Reis Belo, explicou que o programa pretende levar informação sobre saúde aos estudantes, orientando-os para a prevenção e para a adopção de hábitos de vida saudáveis. «Precisamos transmitir informações aos jovens sobre saúde oral e educá-los sobre como prevenir doenças, como a dengue e a higiene das mãos», enfatizou.
Belo lembrou que as escolas são um espaço de forte influência, precisamente porque as crianças absorvem muito daquilo que vêem em casa.
Não é a primeira vez que o programa arranca. Cornélio Siquera dos Santos, director do Ensino Básico Central de Fatumeta, recordou que em 2016 as escolas já tinham tentado avançar com a saúde escolar, ainda que a experiência tivesse durado pouco. «No passado, realizámos em conjunto com equipas de saúde campanhas sobre saúde oral, prevenção, higiene das mãos e imunização. Esperamos que esta nova implementação decorra de forma satisfatória, ajudando a proteger os estudantes de doenças e garantindo um ambiente saudável para a sua educação», declarou. O responsável defendeu ainda que os professores recebam formação em educação para a saúde, de modo a poderem transmiti-la aos alunos nas escolas, que descreve como locais decisivos para a aprendizagem.


