A correcta identificação das faixas nas rotas do transporte semi-colectivo passou a ser tratada como condição indispensável para operar, num esforço que procura facilitar as denúncias dos passageiros e travar os desvios e encurtamentos de percursos. Está em curso uma campanha de sensibilização. Durante uma semana, os operadores serão orientados a corrigir a sinalização dos seus veículos, de modo a que cada rota seja reconhecível à primeira vista.
A iniciativa é promovida pela Polícia Municipal da Cidade de Maputo e surge perante um problema persistente na capital moçambicana: há transportadores que circulam sem qualquer faixa, enquanto outros recorrem a letreiros pouco visíveis, com fontes inadequadas. O resultado é um sistema difícil de fiscalizar. Sem identificação clara, os agentes perdem capacidade de supervisão e os utentes ficam sem meios para reportar infracções na rodovia.
José Ganhane, porta-voz da Polícia Municipal na capital, deixou claro o que se espera do sector. “Após esta campanha de sensibilização para a regularização das faixas de identificação, esperamos que as orientações quanto ao tamanho da fonte utilizada, às cores apropriadas das faixas nas rotas, entre outros pormenores importantes, sejam respeitadas. O incumprimento poderá resultar em penalizações severas”, frisou, segundo o Jornal Notícias.
As consequências para quem persistir na irregularidade não são ligeiras. De acordo com o jornal, o desrespeito pelas normas municipais sobre o uso de faixas padronizadas pode implicar multas correspondentes a dois salários mínimos. A estas soma-se a proibição de operar até que a situação do transporte seja regularizada.


