O que começou de forma tímida acabou numa verdadeira festa. O ritmo subiu à medida que a noite avançava, o recinto foi enchendo e a segunda noite do Festival de São Miguel, na Calheta, prolongou-se pela madrugada — até a chuva reduzir a assistência na recta final.
O programa arrancou por volta das 22h00, com a animação do DJ M2, seguindo-se a actuação de Dina Mendes. Um dos momentos marcantes chegou com Mário Lúcio, que regressou ao palco 45 anos depois de ali ter actuado pela primeira vez. Satisfeito com o acolhimento, o artista valorizou a energia da assistência e a ligação criada pela música entre diferentes gerações. «É música de qualidade, várias gerações», afirmou, sublinhando que a música deve tornar as pessoas mais felizes e gerar momentos de união.
A madrugada seguiu com Nelson Freitas, que subiu ao palco por volta das 03h00. O público acompanhou-o em vários temas do repertório, entre os quais «Abo é Linda». Era a primeira vez que participava no certame. «Foi incrível. A energia é incrível», declarou, mostrando vontade de voltar em futuras edições.
Perto das 04h00 foi a vez de Neyna, também em estreia. Considerou a participação «muito especial» e realçou a presença de um público que, segundo disse, apareceu este ano ainda com mais força. «A recepção calorosa do público» tornou, para a artista, a experiência mais significativa.
A programação continuou com Lipe Monteiro e, depois, com Su Boss, natural de São Miguel. Foi durante a sua actuação que a chuva mudou o ambiente do recinto e levou parte dos presentes a sair. Ainda assim, até esse momento, o movimento não parara de crescer, com o espaço a ganhar público à medida que a madrugada corria.
Entre os espectadores estava Ana Semedo, de férias em Cabo Verde, que decidiu deslocar-se ao festival. Avaliou a noite pela positiva e destacou o ambiente. «Para mim foi muito bom», resumiu, classificando a experiência de «top». Águeda Semedo e Luís Cardoso partilharam a mesma leitura. De acordo com o Expresso das Ilhas, Luís elogiou a animação, a organização e a segurança, enquanto Águeda valorizou o ambiente vivido no recinto. A chuva alterou algumas dinâmicas. Não travou a música, que prosseguiu no palco.


