A aposta na produção local de kay-rala bafo (sorgo pipoca, parecido com milho) ganhou mais um hectare de terreno no município de Manatuto, numa iniciativa que alia o trabalho dos jovens ao apoio do Estado para reforçar a segurança alimentar do país.
O cultivo está a cargo do Grupo Juventude Criativa pelo Futuro (JKF), que trabalha actualmente uma parcela na zona de Beskem, na aldeia de Aiteas. De acordo com o The Dili Weekly, o grupo mantém esta produção em conjunto com outras culturas, procurando diversificar a colheita.
O Secretário de Estado para as Cooperativas (SEKoop), Arsénio Pereira da Silva, garante que os sinais são positivos. A cultura está já presente na maioria dos municípios, ainda que em pequenas quantidades. «Actualmente, o grupo JKF está a cultivar mais um hectare no município de Manatuto. Podemos constatar que há um progresso muito bom», afirmou.
Nada disto acontece de forma isolada. Ao lado do kay-rala bafo crescem hortícolas, abóbora, malagueta, papaia, beringela, batata e outros produtos alimentares — uma estratégia pensada para aumentar a diversidade da produção e alimentar as comunidades. O governante deixou elogios ao empenho dos membros do grupo. «Agradecemos imenso os esforços e a dedicação dos membros do JKF, que continuam a trabalhar arduamente para desenvolver o sector agrícola nesta área. Encorajamos o grupo a continuar a aumentar a produção de kay-rala bafo e a aproveitar as oportunidades de mercado para elevar os rendimentos dos membros e das comunidades», sublinhou.
A produção interna, defende, é decisiva. Serve para sustentar o desenvolvimento económico rural e para reduzir a dependência das importações de alimentos.
Do lado do grupo, o representante Matias Lay confirma bons resultados no hectare já cultivado e promete ir mais longe, em articulação com a SEKoop e ao abrigo do acordo em vigor. Falta, porém, uma peça essencial: o escoamento. Sem mercado, não há rendimento. «Queremos que os produtos que cultivamos sejam rentáveis no mercado, pois temos a garantia de que, ao cultivá-los, o governo os comprará», declarou.
O financiamento desta cultura chegou através da SEKoop, em 2025. O executivo timorense mantém, por via desta estrutura, o apoio às actividades cooperativas e agrícolas, com o objectivo de fortalecer a economia local, criar emprego para os jovens e melhorar o bem-estar das comunidades em todo o território.


