A imunização de 2,4 milhões de animais tornou-se a linha da frente no combate à febre aftosa que ameaça a pecuária no sul de Moçambique e ao longo da fronteira com o Eswatini. É uma corrida contra o tempo. A doença alastra e as economias dos dois países começam a sentir o peso.
O foco da preocupação recai sobre os distritos fronteiriços. Namaacha e Matutuíne, no extremo sul moçambicano, registam a maior disseminação da infecção — precisamente onde o gado circula com mais facilidade entre territórios. É aí que o vírus encontra terreno fértil.
Para travar o avanço, Moçambique lançou uma campanha de vacinação de grande escala, com o objectivo de imunizar 2,4 milhões de cabeças de gado. A meta é ambiciosa. Segundo o Jornal Notícias, as autoridades veterinárias moçambicanas e do Eswatini mantêm uma colaboração activa, assente na monitorização conjunta e na troca constante de informação sobre os esforços em curso.
A febre aftosa não conhece fronteiras, e é essa a raiz do problema. O aumento de casos em toda a região austral tem afectado severamente os sectores pecuário e económico, que dependem directamente da saúde animal. Proteger o efectivo bovino é, no fundo, proteger meios de subsistência.
De acordo com o Jornal Notícias, a articulação entre os dois países assume um carácter estratégico, ao permitir uma resposta coordenada aos riscos associados à propagação da doença. A vigilância transfronteiriça ganha, assim, novo fôlego.
As autoridades apelam ainda à sensibilização e ao envolvimento de todos os actores do sector agropecuário. Sem essa mobilização, o êxito da campanha fica comprometido. E o controlo eficaz da febre aftosa mantém-se peça central para garantir a saúde animal e a segurança alimentar em toda a região.


