Há progressos a registar no desenvolvimento do campo de gás Greater Sunrise. As partes envolvidas fizeram o ponto de situação das negociações e avaliaram os avanços no enquadramento jurídico, fiscal, técnico e comercial necessário ao arranque do projecto.
A reunião decorreu a 27 de agosto, no Palácio do Governo, em Díli. Do lado timorense esteve Agio Pereira, Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e interlocutor nas discussões sobre o Greater Sunrise. Coube-lhe receber Paul Sullivan, Vice-Presidente Sénior da Woodside Energy, acompanhado pelo Director Nacional da empresa em Timor-Leste, António dos Santos.
No centro das conversações estiveram os próximos passos. Os intervenientes debruçaram-se sobre os trabalhos em curso e sobre os estudos ligados ao Timor-Leste LNG, ou TLNG — o conceito que prevê a produção de gás natural liquefeito em território timorense, a partir dos recursos do Greater Sunrise. A articulação entre as diferentes componentes do projecto foi igualmente colocada em cima da mesa.
Ambas as partes reafirmaram a vontade de manter o diálogo e de prosseguir os trabalhos conjuntos. Consideram-na condição essencial para fazer avançar as discussões e concluir os estudos que ainda faltam.
A Woodside, empresa australiana do sector energético, opera a Sunrise Joint Venture e detém 33,44% do consórcio que desenvolve os campos do Greater Sunrise. A maior fatia pertence à TIMOR GAP, com 56,6%. À Osaka Gas Australia cabem os restantes 10%, aproximadamente.


