A protecção da biodiversidade continua a ser uma prioridade para o Luxemburgo, que anunciou novas medidas nacionais e internacionais para preservar os ecossistemas e combater os efeitos das alterações climáticas. Entre os compromissos assumidos destaca-se uma contribuição de dois milhões de euros para fundos destinados ao clima e à natureza, geridos pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).
Durante a 17.ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (COP17), realizada em Erevan, na Arménia, o Luxemburgo reafirmou o seu empenho na aplicação do Quadro Mundial para a Biodiversidade de Kunming-Montreal. Este acordo internacional procura travar a perda de biodiversidade e promover a recuperação dos ecossistemas, reconhecendo a importância da natureza para o desenvolvimento sustentável.
O país está actualmente a actualizar a sua Estratégia Nacional para a Biodiversidade e a preparar um Plano Nacional de Financiamento da Biodiversidade. Estes instrumentos deverão orientar as políticas de conservação e os recursos financeiros necessários à protecção da natureza, numa altura em que a degradação ambiental representa um desafio crescente.
A acção luxemburguesa ultrapassa as fronteiras nacionais. O Grão-Ducado mantém o seu apoio a iniciativas internacionais como o Rio Changemakers e o Tropical Forest Forever Facility, um mecanismo dedicado à conservação das florestas tropicais. Através da abordagem Climate Nexus, o país procura igualmente reforçar as ligações entre a protecção ambiental e a luta contra as alterações climáticas.
O Governo luxemburguês sublinha que a biodiversidade constitui uma base essencial para a prosperidade económica, a saúde das populações e a capacidade de adaptação às mudanças do clima. Os compromissos apresentados na COP17 reflectem essa visão, combinando medidas nacionais, financiamento internacional e cooperação para a preservação dos recursos naturais.



