A ministra luxemburguesa da Mobilidade e dos Trabalhos Públicos, Yuriko Backes, participou numa reunião informal por videoconferência com os ministros dos Transportes da União Europeia, convocada pela presidência cipriota e pela Comissão Europeia em resposta à situação volátil no Médio Oriente.
Em debate estiveram os efeitos concretos da crise nos diferentes modos de transporte a nível nacional, com destaque para as pressões crescentes sobre o funcionamento do sector e o aumento dos custos operacionais. Os participantes sublinharam a necessidade de uma resposta coerente e coordenada entre os Estados-membros, para evitar a fragmentação de medidas. O abastecimento de querosene e outros combustíveis foi identificado como uma prioridade europeia urgente, dado o elevado nível de dependência da UE face às importações. A resiliência do sector aéreo, a transição energética — com destaque para os combustíveis de aviação sustentáveis, a electrificação e o hidrogénio — e a possibilidade de flexibilizações regulatórias temporárias completaram a agenda dos trabalhos.
Backes manifestou o apoio luxemburguês ao papel de coordenação e monitorização da UE, considerando-o “fundamental para garantir um abastecimento de combustível fiável e justo em todos os Estados-membros”. No plano nacional, assegurou que não há indícios de escassez estrutural de combustível no aeroporto do Luxemburgo — um hub regional relevante para passageiros e um actor-chave no transporte de carga aérea europeia, cujo abastecimento depende em larga medida do sistema de pipelines da NATO, ligado aos portos ARA (Antuérpia-Roterdão-Amesterdão). A situação é acompanhada por um grupo de coordenação interministerial, em articulação com parceiros nacionais e europeus. O Luxemburgo destacou ainda o seu envolvimento activo na coalizão eSAF Early Movers, no âmbito da qual organizou, em parceria com a Alemanha, um leilão bilateral de 2 mil milhões de euros dedicado a combustíveis de aviação sustentáveis.


