Uma presença de excepção do Luxemburgo no panorama internacional da animação marca o Festival Internacional do Filme de Animação de Annecy, que decorre entre 21 e 27 de junho de 2026. Produções e coproduções do Grão-Ducado figuram nas competições oficiais, nas secções imersivas e nos programas especiais do evento, consolidando a reputação do país como um actor criativo de referência no sector da animação e das experiências narrativas imersivas, de acordo com o Governo do Luxemburgo.
Na competição oficial, destaca-se “Le Dossier de l’aube”, um thriller geopolítico realizado por Rupert Wyatt e Emilie Phuong, coproduzido entre o Luxemburgo, através da Melusine Productions, e a França. A obra conduz os espectadores por uma trama de espionagem que traça o destino de antigos criminosos nazis desde o fim da Segunda Grande Guerra até ao julgamento de Klaus Barbie, cruzando cidades como Paris, Berlim, La Paz e Telavive. Na secção de competição imersiva, “A Long Goodbye”, de Kate Voet e Victor Maes, propõe uma experiência de realidade virtual centrada em Ida, uma pianista de 72 anos a lidar com a demência — uma reflexão poética sobre o amor e a perda, resultado de uma coprodução entre o Luxemburgo, a Bélgica e os Países Baixos, com a participação da Tarantula Luxembourg.
A narrativa interactiva “The Dollhouse”, de Charlotte Bruneau e Dominic Desjardins, é outra das obras que representa o Luxemburgo em Annecy. A produção, desenvolvida pela Wild Fang Films e pela Poulpe Bleu Production em colaboração com o Canadá, acompanha Juniper, uma menina de nove anos confrontada com sentimentos de culpa relacionados com o tratamento dado pela sua família a Magnolia, uma trabalhadora doméstica vinda de longe. Na secção “Annecy Présente”, a montra não competitiva do festival, figuram ainda “Dudley & the Invasion of the Space Slugs”, de Cherifa Bakhti, e “Julián”, de Louise Bagnall, obras que ilustram a diversidade criativa da animação luxemburguesa. No segmento de sessões de evento, “New York, Miriam e eu”, de Léahn Vivier-Chapas e Rémy Schaepman, concorre ao prémio do público numa coprodução entre o Luxemburgo e a França.
As sessões “Work in Progress” permitirão um olhar sobre projectos em fase de produção, nomeadamente “Le loup”, de Benjamin Massoubre e Fursy Teyssier, e “Séraphine”, de Sarah Van den Boom, ambas com participação luxemburguesa. No segmento “Off-Limits”, destinado a curtas-metragens experimentais, figura o realizador português Alexandre Alagôa com a obra XYZ. Para além das exibições, o Luxemburgo reforça a sua presença no MIFA, o maior mercado de animação do mundo, onde o Film Fund Luxembourg promoverá a iniciativa “Animated Luxembourg — Coming Next”, apresentando uma ampla gama de projectos a profissionais internacionais. Estudantes de animação luxemburgueses beneficiarão igualmente de um espaço próprio no mercado, com reuniões de recrutamento junto de estúdios do país, numa aposta clara na renovação de talentos que sustenta a vitalidade do sector a longo prazo.


