As condições materiais e logísticas para as eleições legislativas, autárquicas e regionais de domingo, 27 de Setembro, estão asseguradas em São Tomé e Príncipe, embora permaneça por garantir cerca de 40% do financiamento destinado à fase posterior de apuramento distrital e geral. Segundo o Jornal Tropical, a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) espera fechar a preparação financeira e operacional antes da abertura das urnas, num escrutínio chamado a definir a composição da Assembleia Nacional e o poder local para os próximos quatro anos.
O presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, explicou que o secretário da comissão mantém contactos com o Governo para concluir os últimos procedimentos, ao mesmo tempo que apelou a uma participação expressiva dos eleitores. O responsável rejeitou os apelos à abstenção, incluindo o feito pelo antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada, defendendo que cada voto terá peso na definição do futuro político do país. A CEN fez ainda um balanço positivo da campanha eleitoral, que terminou na sexta-feira, considerando que partidos e candidatos tiveram oportunidade de apresentar as suas propostas aos cidadãos.
As dificuldades relacionadas com o recenseamento também estiveram no centro das preocupações. Jeudiger do Nascimento garantiu que a CEN e a Direcção dos Registos procuraram solucionar as reclamações apresentadas e criaram diferentes formas de consulta das inscrições, procurando evitar situações de exclusão registadas nas presidenciais de 19 de Julho. Das 859 reclamações recebidas, apenas 29 ficaram por resolver devido à ausência de documentos comprovativos. O responsável assegurou ainda que os eleitores cujos nomes constavam dos cadernos provisórios permanecem inscritos nos cadernos definitivos.
Mais de 146 mil eleitores estão inscritos para escolher os titulares dos 55 lugares da Assembleia Nacional, além dos representantes autárquicos e regionais. Disputam as eleições quatro forças com representação parlamentar — ADI, MLSTP, MCI-PUN e Movimento Basta — e três partidos sem assento no parlamento: PCD, MDFM e Movimento Político Nossa Terra. O número de inscritos aumentou em quase quatro mil relativamente às presidenciais de 19 de Julho, nas quais Carlos Vila Nova foi reeleito à primeira volta, de acordo com o Jornal Tropical.



