A produção dos cartazes, cadernos e demais materiais indispensáveis ao referendo de 30 de agosto está assegurada. A garantia foi dada pelo ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Abduramane Turé, que classificou a Imprensa Nacional (INACEP) como plenamente capaz de responder às encomendas ligadas à consulta popular sobre a nova Constituição da República.
A afirmação surgiu no final de uma visita às instalações da instituição, onde o governante recolheu do director-geral a garantia de que os trabalhos decorrem a bom ritmo. Segundo a Agência de Notícias da Guiné, a gráfica deveria receber ainda no mesmo dia uma nova máquina, destinada a reforçar a capacidade de impressão.
«A INACEP é o pulmão de todos os trabalhos de impressão que estão a ser feitos no país, desde cartazes, cadernos e outros requisitos necessários para o processo», declarou Turé.
O ministro elogiou o desempenho do director-geral e assegurou que a instituição conta com o apoio do Governo para manter a mesma dinâmica. A escolha do momento não foi casual. Com o país às portas da campanha para o referendo, o responsável quis inteirar-se pessoalmente do andamento dos trabalhos na maior empresa gráfica guineense.
O elogio não apagou, porém, as fragilidades. Turé reconheceu que a INACEP, única gráfica estatal do país, precisa de mais apoio do Governo para cumprir cabalmente a sua missão.
Sobre a dívida salarial que a actual direcção acumulou com os funcionários, o ministro garantiu que o problema está a ser resolvido. Pelo menos dois meses de atrasados já foram pagos e, de acordo com o director da instituição, a totalidade será liquidada até ao final do mês.
«A INACEP é uma empresa nacional que trabalha e produz para ganhar dinheiro, sendo assim, penso que o seu sindicato não deve optar pela greve, porque se forem para a greve, não vão trabalhar, e se não trabalharem não terão encomendas e o dinheiro não vai entrar, e os funcionários não terão como exigir o pagamento dos seus salários», sublinhou.
Fica ainda pendente a questão dos retroactivos dos cem efectivos dos quatro órgãos da Comunicação Social — a própria ANG, o Jornal Nô Pintcha, a Radiodifusão Nacional e a TGB. Turé assegurou que o processo segue um bom caminho e que, correndo tudo bem, os trabalhadores abrangidos receberão os montantes em falta.


