Novas oportunidades de cooperação na indústria da defesa estão a ser exploradas entre os Estados Unidos e o Luxemburgo, com três dos maiores fabricantes americanos de equipamento militar a procurarem possíveis parcerias com empresas luxemburguesas. O objectivo é transformar os compromissos de defesa transatlânticos em projectos concretos, reforçando a colaboração industrial e as capacidades dos aliados da NATO.
O encontro realizou-se a 22 de Outubro, durante a segunda edição do Fórum Transatlântico de Acesso à Indústria da Defesa (TDIAF), organizado pela Embaixada dos Estados Unidos no Luxemburgo, em parceria com a LuxDefence. Entre os participantes estiveram representantes de três gigantes da indústria militar americana: Raytheon, pertencente ao grupo RTX, Lockheed Martin e Northrop Grumman. Estas empresas reuniram-se com representantes do sector luxemburguês para identificar oportunidades de colaboração e possíveis parcerias comerciais e tecnológicas.
Cerca de 20 empresas luxemburguesas ligadas à indústria da defesa participaram nesta segunda edição, que procurou dar um carácter mais prático às relações entre os dois países. A iniciativa sucede ao primeiro fórum, realizado em Junho de 2026, que trouxe ao Grão-Ducado representantes de 50 empresas americanas dos sectores da defesa e do espaço. Desta vez, a prioridade passou pela identificação de possibilidades concretas de cooperação industrial.
A embaixadora dos Estados Unidos no Luxemburgo, Stacey Feinberg, defendeu que os investimentos militares são hoje mais necessários do que nunca, mas advertiu que os compromissos políticos, por si só, não chegam. Segundo a diplomata, é necessário transformar essas promessas nas capacidades de que a Aliança Atlântica precisa. Feinberg destacou a tecnologia avançada, a experiência e os conhecimentos acumulados pelas empresas americanas ao longo de décadas de colaboração com os aliados da NATO.
De acordo com a Embaixada dos Estados Unidos no Luxemburgo, o fórum pretende aproximar as prioridades de defesa luxemburguesas das capacidades industriais americanas. Stacey Feinberg considera que uma colaboração mais estreita entre as empresas dos dois países poderá contribuir para preparar melhor a NATO para os desafios futuros. O encontro terminou com a exploração de potenciais parcerias, sem que tenham sido anunciados contratos ou acordos comerciais específicos.



