Os astronautas da missão Artemis II, da NASA, realizaram uma espectacular viagem de regresso a casa, marcando o fim de uma missão que os levou à órbita lunar e além, conforme reportado pela NPR. O regresso, que ocorreu após quase dez dias de exploração, culminou com um abastecimento emocional, incluindo um abraço em grupo a bordo da cápsula Orion.
Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana, aterraram no Oceano Pacífico, ao largo da costa de San Diego, às 20h07 na noite de sexta-feira. O USS John P. Murtha estava à espera na zona de aterragem para facilitar a recuperação da tripulação.
Para regressar à Terra, a cápsula espacial teve de suportar temperaturas extremas, estimadas em cerca de 2.760 graus Celsius, e desacelerar de quase 40.000 km/h, ou mais de 30 vezes a velocidade do som, até atingir uma velocidade tranquila de cerca de 30 km/h antes de tocar à água. O astronauta Victor Glover descreveu a descida como “andar numa bola de fogo através da atmosfera”.
De acordo com a mesma fonte, esta experiência era crucial. “Temos de voltar”, afirmou Glover. “Há muitos dados que já vimos, mas as melhores informações estão a voltar connosco.” A tripulação, que passou pela face obscura da Lua a 6 de abril, capturou imagens e fez observações sobre a superfície lunar, prometendo trazer essa valiosa informação de volta à equipa em terra.
Além disso, a jornada da cápsula demorou aproximadamente 13 minutos desde o topo da atmosfera até à superfície, um teste de resistência e capacidade tecnológica que proporciona um rico manancial de dados. Ao que tudo indica, a missão Artemis II não só representa um passo importante para a exploração lunar, mas também estabelece novas fronteiras para futuras missões espaciais.
Assim, com o final desta jornada histórica, a NASA e a Agência Espacial Canadiana prepararam-se para analisar os resultados desta missão que, sem dúvida, deixará uma marca duradoura na exploração do espaço.


