A Air Macau aparentemente cancelou uma série de voos para destinos internacionais, como Singapura e Japão, nos próximos dois meses, em virtude do aumento dos preços dos combustíveis, impulsionado pela guerra no Irão, que tem levado o sector da aviação regional e global a implementar medidas de poupança de custos.
Embora a transportadora em Macau ainda não tenha feito anúncios oficiais sobre os cancelamentos, a plataforma especializada Macau Buses and Public Transport Enthusiastic avançou que, segundo os seus cálculos, a Air Macau tinha cancelado 42 voos para Singapura, 17 para Tóquio e 16 para Osaka, programados antes de Junho.
Com base nos dados de reservas mais recentes disponíveis, a Air Macau apenas irá disponibilizar serviços de Macau para Singapura (Changi) às sextas e domingos durante Maio e Junho, com as datas excepcionais a serem 11 e 27 de Maio, assim como 1, 3, 10, 17 e 22 de Junho.
De forma semelhante, os voos da Região Administrativa Especial para Tóquio (Narita) não estarão disponíveis diariamente em Maio e Junho, uma vez que serviços em várias datas também parecem ter sido cancelados. O mesmo se aplica aos voos de Macao para Osaka (Kansai), que também parecem indisponíveis em vários dias nos próximos dois meses.
Segundo o calendário actual, os voos diários para os três destinos deverão ser retomados a partir de Julho. A companhia aérea ainda não anunciou se planeia continuar a reduzir a frequência de voos durante as férias de Verão.
Este não é o primeiro caso em que a Air Macau suspende voos devido a tensões geopolíticas no Médio Oriente. Recentemente, a comunicação social da RAEM reportava que a transportadora tinha cancelado todos os voos para a capital malaia Kuala Lumpur e para Jacarta, na Indonésia, que estavam programados entre Abril e Junho.
Os passageiros afectos pelos cancelamentos receberam uma mensagem da companhia informando que a sua viagem tinha sido cancelada “por motivos da empresa”. Estes foram aconselhados a contactar a companhia para esclarecimentos.
Além do aumento dos preços dos combustíveis, a Air Macau tem enfrentado dificuldades em obter lucros nos últimos anos. Recentemente, a Air China, que detém uma participação maioritária de 74,94% na Air Macau, relatou que a companhia da RAEM sofreu uma perda de 65 milhões de Euros em 2025, marcando o sexto ano consecutivo em que a empresa se encontra no vermelho.
Face ao aumento do preço do petróleo, outras companhias aéreas do Grande Delta do Rio das Pérolas têm reduzido voos e aumentado as taxas de combustível. Entre estas estão as companhias baseadas em Hong Kong, como a Cathay Pacific, HK Express e Greater Bay Airlines, que também anunciaram cortes nos serviços nas últimas semanas.
De modo semelhante, a comunicação social daquela região noticiou que transportadoras como a Air China e a China Southern, situada em Cantão, suspenderam as suas rotas para locais do Sudeste Asiático, como Bangkok, Phuket, Kuala Lumpur e Vientiane, numa altura em que se preparam para a pausa do Dia do Trabalhador.


