Em Moçambique, o Procurador-Geral da República (PGR) destacou que os acidentes de viação que resultaram na morte de quase um milhar de cidadãos moçambicanos em 2025 não se devem apenas a falhas humanas ou técnicas. Segundo fonte moçambicana, a situação está intimamente relacionada com um sistema de controlo rodoviário debilitado, que tem sido severamente afectado por práticas corruptas.
As investigações apontam para a implicação da Polícia de Trânsito e do Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO), entre outras entidades, no agravamento destes acidentes. Este cenário levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de segurança rodoviária e a necessidade urgente de reforma dentro das instituições encarregues de regular o trânsito no país.
O PGR sublinhou que as direcções dessas instituições devem ser responsabilizadas pelos actos de corrupção que comprometem a segurança nas estradas. É imperativo que se estabeleçam mecanismos de fiscalização rigorosos e punições severas para deter estas práticas prejudiciais.
A crescente taxa de acidentes e a perda de vidas humanas exigem uma resposta contundente das autoridades, para que se possa restabelecer a confiança na segurança rodoviária e garantir a protecção dos cidadãos moçambicanos nas suas deslocações. As reformas são, portanto, uma urgência que não pode ser adiada.


