O eventual regresso de Umaro Sissoco Embaló continua a alimentar divisões na Guiné-Bissau, num período marcado por restrições à actividade política e pela aproximação das eleições legislativas e presidenciais. Segundo a DW, parte da população manifesta cansaço perante a instabilidade e os problemas que atingem sectores como a educação e a saúde, havendo também quem receie que o regresso do antigo Presidente da República possa agravar a situação.
As autoridades guineenses mantêm a posição divulgada na semana passada, segundo a qual não estão reunidas as «condições de segurança» necessárias para o regresso de Embaló. O Alto Comando Militar reiterou igualmente a proibição de manifestações e aglomerações de carácter político, advertindo que qualquer acto de desobediência ou incumprimento será da responsabilidade dos respectivos autores.
A possibilidade de uma reconciliação nacional ganhou, entretanto, espaço no debate político. Partidos e organizações da sociedade civil defendem que o actual momento deve servir para lançar um processo considerado «verdadeiro», enquanto Bacar Camará sustenta que essa reconciliação terá de abranger todos os cidadãos, incluindo Umaro Sissoco Embaló. Na sua perspectiva, o país necessita do contributo de todos para encontrar um caminho de desenvolvimento, independentemente dos erros cometidos no passado.
As eleições legislativas e presidenciais estão previstas para 6 de Dezembro, dentro dos próximos dois meses. Persistem, contudo, dúvidas sobre a possibilidade de cumprir o calendário eleitoral, com críticos a considerarem que a Guiné-Bissau não dispõe actualmente das condições adequadas para realizar o escrutínio na data estabelecida, refere a DW.



