A preservação da paz e da tranquilidade na Guiné-Bissau deve prevalecer sobre discursos ou iniciativas susceptíveis de aumentar as tensões políticas no país. A mensagem foi deixada por Umaro Sissoco Embaló, deposto por um golpe militar a 26 de Novembro do ano passado, que apelou aos seus apoiantes para evitarem acções capazes de comprometer a estabilidade nacional. Segundo a DW, o ex-presidente pediu «sentido de responsabilidade, moderação e respeito mútuo», garantindo que mantém uma postura serena perante as dificuldades surgidas depois do seu afastamento.
O antigo chefe de Estado manifestou igualmente receio perante «eventuais tentativas» de deslegitimar o legado do seu mandato e de atingir pessoas que lhe são próximas. Ainda assim, afirmou aceitar o «julgamento da História» relativamente às decisões tomadas enquanto esteve no poder, afastando uma resposta política susceptível de alimentar novas divisões num país marcado por sucessivas crises institucionais.
Aos militantes e apoiantes, Sissoco Embaló deixou uma orientação clara: permitir que as novas autoridades exerçam as suas responsabilidades e deixar que seja o povo a avaliar democraticamente a situação. De acordo com a DW, o ex-presidente pretende evitar comportamentos que coloquem em causa a paz e a tranquilidade na Guiné-Bissau, numa altura em que os discursos políticos continuam a ter particular peso no ambiente nacional.
Sissoco Embaló assegurou ainda que permanece «tranquilo e focado» na união das forças políticas e na preparação dos próximos desafios eleitorais. A paz, a unidade e o futuro da Guiné-Bissau surgem, segundo as suas declarações, como prioridades desta nova etapa política.



