O pagamento dos prémios de jogo aos futebolistas da selecção da Guiné-Bissau continua em tramitação no Ministério das Finanças, depois das partidas frente à Tanzânia e à Nigéria, relativas à eliminatória do CAN-2027. Segundo a comunicação social guineense, a Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) rejeita as informações de que os jogadores dos “Djurtus” ficaram sem receber os valores que lhes são devidos e garante que o processo administrativo está em curso.
Celestino Lopes Gonçalves, conhecido como Tinex, explicou que os jogadores saíram dos respectivos clubes europeus e chegaram à Tanzânia a 21 de Setembro, dois dias antes da comitiva da FFGB. O atraso obrigou os atletas a pagarem os próprios vistos de entrada. Já no país, o manager da selecção, Ivanildo Soares Cassama, recolheu os recibos, posteriormente entregues à secretária-geral da Federação para que as despesas fossem reembolsadas. Uma fonte da FFGB assegurou ainda que as ajudas de custo e os seguros de viagem foram pagos antes dos dois encontros.
Depois da vitória sobre a Tanzânia, a comitiva seguiu para Dakar, de onde regressou a Bissau num voo charter organizado pelo Governo. A direcção federativa reuniu-se então com o primeiro-ministro, que acumula a pasta das Finanças, num encontro que contou também com a presença da ministra dos Desportos. Segundo Gonçalves, o chefe do Governo manifestou disponibilidade para liquidar imediatamente os prémios relativos ao primeiro jogo, mas a FFGB propôs aguardar pela partida seguinte, frente à Nigéria. Esse encontro realizou-se três dias antes das declarações do dirigente e os procedimentos para o pagamento permaneciam no Ministério das Finanças.
As notícias sobre a falta de pagamento foram classificadas por Celestino Lopes Gonçalves como “puras especulações”, tendo o dirigente defendido a consulta de fontes oficiais antes da divulgação de informações desta natureza. O vice-presidente da FFGB anunciou ainda que pretende recorrer à justiça contra os responsáveis pela propagação das alegações que considera falsas. A informação foi divulgada pela Agência de Notícias da Guiné (ANG).



