A história de Wu Zetian e da antiga capital de Luoyang ganha destaque em Macau através da exposição «Rainha do Mundo – Wu Zetian e a Capital Divina Luoyang», concebida para aproximar o público de um dos períodos mais marcantes da civilização chinesa. A iniciativa, promovida pela Direcção dos Serviços de Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e pelo Escritório de Relíquias Culturais da Província de Henan, procura também reforçar o intercâmbio histórico e cultural entre Macau e Henan.
A mostra permite conhecer o percurso e o legado de Wu Zetian, a única mulher a ocupar o trono imperial na história da China, bem como a relevância de Luoyang, considerada uma das quatro grandes capitais da antiguidade chinesa. Segundo a imprensa chinesa, o percurso expositivo reúne relíquias, documentos, esculturas, objectos de uso quotidiano e obras de arte associados à dinastia Tang e ao período em que Wu Zetian governou. A organização envolve ainda o Museu de Macau, o Museu de Henan, o Instituto de Pesquisa das Grutas de Longmen e o Museu de Luoyang, numa colaboração destinada a apresentar de forma abrangente este património histórico.
Na cerimónia de abertura, representantes das duas regiões salientaram o papel da cultura na aproximação entre comunidades e na preservação das tradições. A exposição insere-se igualmente na estratégia de valorização de Macau enquanto plataforma de encontro entre as civilizações oriental e ocidental. Estão previstas actividades educativas destinadas a aprofundar o conhecimento dos visitantes sobre a vida durante o reinado de Wu Zetian e sobre a herança cultural de Luoyang.
Aberta a residentes e turistas, a exposição pretende transformar a história antiga num novo ponto de contacto entre Macau e Henan. A iniciativa procura, segundo os responsáveis citados na informação divulgada, estimular uma maior compreensão mútua e consolidar relações culturais entre as duas regiões, recorrendo ao património da dinastia Tang como elemento central desse diálogo.



