A entrada de mais de 350 novos militares nas fileiras das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe marcou a celebração do Dia das Forças Armadas. Entre os incorporados contam-se 23 jovens raparigas. A cerimónia de juramento de bandeira selou o compromisso destes efectivos com a defesa nacional. «Prosseguiremos o esforço de fortalecimento do papel das Forças Armadas na sociedade, contribuindo para a segurança e o bem-estar dos santomenses», afirmou o Brigadeiro Virgílio Pontes, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
A cerimónia foi presidida por Carlos Vila Nova, Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas. O Chefe de Estado sublinhou a responsabilidade permanente de defender a soberania, a independência, a integridade territorial, a Constituição e as instituições democráticas. Foi taxativo. «Umas Forças Armadas verdadeiramente republicanas devem estar acima de interesses partidários, pessoais ou de grupos», destacou, exortando os militares a serem factor de estabilidade e de união nacional.
Aos recém-chegados dirigiu um apelo directo à disciplina e ao serviço do país. «Respeitem os cidadãos, cultivem a camaradagem, rejeitem a indisciplina, o abuso e qualquer tentativa de utilização das Forças para interesses particulares. Coloquem sempre São Tomé e Príncipe acima de qualquer outra consideração», acrescentou.
Do discurso ficou de fora, porém, uma sombra que continua a pesar sobre a instituição militar. Não houve qualquer referência à tortura e morte de quatro civis no interior do quartel do Exército, em 25 de novembro de 2022, cujo processo se encontra actualmente no Tribunal de Primeira Instância.


