A exigência de um financiamento climático adequado, previsível e acessível voltou a dominar a agenda dos 44 países menos desenvolvidos. Reunidos em Díli, os representantes do grupo trabalham numa posição negocial comum para a COP31, a conferência do clima das Nações Unidas marcada para novembro, em Antália, na Turquia. A meta é uma só: chegar às negociações com uma única voz.
O Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMD) é presidido por Timor-Leste, através do Enviado Especial para os Assuntos Climáticos, o Embaixador Adão Soares Barbosa, que acolheu o encontro entre ministros, negociadores e especialistas dos 44 Estados-membros. A reunião ministerial foi aberta pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos, Francisco Kalbuadi Lay, que sublinhou um paradoxo conhecido: apesar de contribuírem pouco para a crise climática, estes países figuram entre os mais castigados pelos seus efeitos.
No caso timorense, a erosão costeira, a pressão sobre a agricultura e a segurança alimentar, os fenómenos meteorológicos extremos e o agravamento do risco de desastres já pesam sobre as comunidades e a economia. Daí a insistência do grupo em recursos que cheguem sem entraves burocráticos, acompanhados de transferência de tecnologia e de maior transparência na aplicação dos fundos. Entre as prioridades constam ainda a aceleração dos Planos Nacionais de Adaptação, medidas de mitigação compatíveis com o limite de 1,5 graus Celsius e uma resposta séria às perdas e danos.


