Quatro décadas de cinema luxemburguês cabem numa só noite. Seis curtas-metragens realizadas entre 1984 e 2024, reunidas num programa de 92 minutos, percorrem a carreira de Andy Bausch, um dos pioneiros da sétima arte no Grão-Ducado.
A sessão está marcada para 21 de setembro, às 19h00, na sala de espectáculos do Aalt Stadhaus, o centro cultural regional de Differdange. O programa dá pelo nome de Make It Short e nasce de um projecto de Nilton Martins e do próprio realizador, concretizado com o apoio do CNA e da Castinglux ASBL.
Diabos, cowboys, gangsters, uma lenda do rock chamada Freddie, prostitutas empenhadas em aprender luxemburguês — o alinhamento não foge ao humor que assina a obra de Bausch. Em cada filme está presente aquele tom tragicómico que o tornou reconhecível. No ecrã surge também o saudoso Thierry van Werveke, amigo de longa data do realizador, ao lado de vários actores luxemburgueses.
A viagem arranca em 1984 com … Der Däiwel (vinte minutos) e passa por Letters Unsent (1996, vinte e um minutos), Language School (2002, cinco minutos), The Last 50 Hours of Frankie Blue (2006, oito minutos) e Freddie (2016, oito minutos), até desaguar em The Butcher, de 2024, com quinze minutos. Todas as obras têm legendas em inglês.
Nascido em Dudelange em 1959, Bausch construiu uma filmografia profundamente enraizada na cultura local e ajudou a projectar o cinema grão-ducal para lá das fronteiras. O espírito rock ’n’ roll, a ternura pelos anti-heróis e pelas figuras à margem atravessam o seu trabalho. De Troublemaker (1988) ao Club des chômeurs (2001), passando por Rusty Boys (2017) e Little Duke (2023), os seus filmes marcaram gerações de espectadores.
Os bilhetes custam 7 euros, ou 1,50 euros para quem possui o Kulturpass, e estão à venda no próprio Aalt Stadhaus e através das plataformas de bilhética online, entre elas a Luxembourg Ticket. Uma noite pensada para quem quer descobrir, ou reencontrar, uma das vozes mais singulares do audiovisual luxemburguês.


