Diferentes gerações da música cabo-verdiana e lusófona vão encontrar-se no mesmo palco, num espectáculo que promete unir memória e futuro. O reencontro está marcado para 11 de setembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Chama-se «Caboswing – Novo & Velho Tour» e leva a assinatura de Gil Semedo.
Segundo o Expresso das Ilhas, o alinhamento reúne nomes de épocas e estilos distintos: Melodia, Gil & The Perfects, Mika Mendes, Loony Johnson, Tó Semedo, Buguin Martins e Lyzaira. Cada um representa um momento próprio da história musical cabo-verdiana. A organização descreve o concerto como uma celebração do legado do Caboswing, feita de memórias revisitadas e de olhos postos no que aí vem.
Há uma estreia à altura da ocasião. Melodia, filha do artista, sobe a um palco pela primeira vez, num momento que acrescenta uma dimensão familiar e geracional à noite.
Outro destaque é o regresso dos Gil & The Perfects. A actuação, de cariz revivalista, conta com Vado Semedo e Dina Medina, e recupera uma parte marcante do percurso do músico. Para muitos, será um regresso ao princípio.
Mika Mendes, uma das vozes reconhecidas da música cabo-verdiana contemporânea, e Loony Johnson, autor de vários êxitos lusófonos, juntam-se igualmente ao cartaz. A diversidade completa-se com Tó Semedo, Buguin Martins e Lyzaira, sobrinha de Gil Semedo, num alinhamento pensado para atravessar décadas.
O conceito do espectáculo nasce de uma vontade clara: celebrar mais de três décadas de carreira sem virar as costas à actualidade da música de Cabo Verde. Não é um exercício de nostalgia. É antes uma ponte entre aquilo que foi e aquilo que continua a fazer-se.
Essa ligação ao presente ficou patente a 29 de maio, data em que Gil Semedo lançou «Caboswing: O Novo Capítulo». O disco reúne colaborações com Dino d’Santiago, DJ Nays e Tó Semedo, e inclui uma participação especial de Melodia, num tema que simboliza o encontro entre gerações.
Pioneiro do Caboswing — género que ajudou a desenvolver e a projectar além-fronteiras —, Gil Semedo construiu ao longo da carreira uma ponte entre a tradição cabo-verdiana e as linguagens musicais contemporâneas. É essa herança que sobe ao Coliseu em setembro.


