Uma série de imagens de cariz militar, difundidas nas redes sociais a propósito do desenho das futuras notas de euro, acabou por provocar uma onda de reacções e um pedido de desculpas público.
A publicação partiu da Direcção da Defesa luxemburguesa, que a colocou em linha a 30 de julho. Enquadrava-se no debate lançado pelo Banco Central Europeu sobre a concepção das próximas notas de euro. Mas a dimensão das críticas mudou o rumo da história.
A Direcção reconhece as preocupações manifestadas por vários cidadãos. Admite que os visuais terão gerado confusão e ferido sensibilidades — e apresenta desculpas. Reafirma, ao mesmo tempo, o seu compromisso com uma comunicação responsável.
Tudo terá começado numa tendência das redes sociais, seguida igualmente por outros organismos ligados à defesa europeia. A publicação luxemburguesa não foi, porém, validada pela ministra da Defesa. É um pormenor que a Direcção fez questão de sublinhar.
No comunicado, a instituição procura enquadrar a iniciativa num registo mais amplo. A União Europeia, tal como o Luxemburgo, encarna valores de paz, democracia, direitos humanos e liberdade. Os meios militares mostrados, argumenta, longe de se oporem a esses valores, existem precisamente para os garantir.
Através destas imagens, sustenta, pretendia dar a conhecer as suas capacidades operacionais — desenvolvidas na Europa e mobilizadas ao serviço da segurança e da defesa do espaço euro-atlântico. A defesa, afirma, assenta necessariamente em meios militares adequados, alguns dos quais ilustrados nestas publicações.
Nada disto visa promover uma visão militarista. A garantia é da própria Direcção, que insiste ter procurado apenas sensibilizar, em formatos pensados para as redes sociais, para os desafios concretos da defesa europeia.


