A quase totalidade das decisões que encaminham os alunos do ensino fundamental para o secundário voltou a reunir o acordo entre famílias e docentes. A concordância fixou-se em 99,4% no final do ano lectivo 2025/2026, um resultado que envolveu 5.937 crianças e jovens do Grão-Ducado e que confirma um padrão já habitual nos últimos anos.
Foi tomada uma decisão de orientação para o ensino secundário relativa a 5.923 alunos, enquanto outros 14 beneficiarão de um prolongamento do quarto ciclo em 2026/2027. No conjunto, ficaram definidos 5.937 percursos. Destes, 39,9% conduziram a uma turma de 7.º ano do ensino secundário clássico (7e C), 46,0% à via de orientação do ensino secundário geral (7e G) e 13,9% à via de preparação (7e P). Os restantes 0,2% correspondem ao prolongamento de ciclo.
Os números mantêm-se dentro da margem de oscilação dos últimos exercícios. Em 2021/2022, o clássico acolhia 39,5% dos alunos e o geral 47,0%; três anos depois, as proporções eram de 40,6% e 46,4%. A via de preparação variou entre 12,3% e 13,9% ao longo do período. Estabilidade, portanto.
Do total, 5.591 alunos — 94,2% — foram orientados segundo o procedimento em vigor no quarto ciclo, que atribui um papel de relevo aos encarregados de educação. A primeira conversa sobre as perspectivas de orientação decorre no fim do ciclo 4.1. Já no termo do ciclo 4.2, professor e pais tomam uma decisão conjunta. Essa decisão assenta nas produções do aluno ao longo do ciclo, nos resultados da avaliação das aprendizagens, no desempenho nas provas comuns organizadas a nível nacional pelo ministério e, quando as famílias o solicitam, nas informações recolhidas pelo psicólogo.
Houve ainda 346 alunos — 5,8% — encaminhados para uma turma de 7.º ano antes do fim regular do ensino fundamental, por motivo de atrasos ou de progressos escolares. Destes, 31 provinham de um ciclo 3.2, 33 de um ciclo 3 prolongado e 277 de um ciclo 4.1.
O entendimento entre a escola e as famílias é, contudo, o dado que mais sobressai. Em 5.901 casos, a decisão coincidiu com o parecer dos pais — precisamente os tais 99,4%, segundo os valores divulgados a 30 de julho pelo Ministério da Educação Nacional, da Infância e da Juventude. Nos anos anteriores, a taxa situou-se sempre num patamar semelhante, tendo alcançado 99,6% em 2023/2024 e em 2024/2025.
As divergências foram residuais. Em 20 situações, os pais inclinavam-se para o secundário clássico e a equipa pedagógica apontava para o geral; noutras 16, a família defendia o geral e os docentes a via de preparação. E quando não há acordo? Uma comissão de orientação decide em definitivo. Foi o que sucedeu com 36 alunos. Em 29 desses casos, a comissão confirmou o parecer da equipa pedagógica, encaminhando o aluno para uma via distinta da pretendida pelos pais; em sete, prevaleceu a vontade das famílias.

