A defesa das comunidades costeiras contra fenómenos climáticos extremos passa, cada vez mais, pela conservação do mangal. Foi essa a mensagem deixada pelo Governador de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, que apelou ao reforço da preservação deste ecossistema. A cidade, situada a sul da província, acolheu a cerimónia provincial do Dia Internacional da Conservação do Ecossistema de Mangais.
O mangal faz muito mais do que orlar a costa. Protege a linha costeira da erosão, trava o avanço de fenómenos climáticos severos e serve de viveiro natural a inúmeras espécies marinhas. É também um pilar da segurança alimentar e do equilíbrio ambiental — e, para muitas famílias, a diferença entre ter ou não ter sustento.
Abdula sublinhou o peso económico e social deste habitat. A conservação da biodiversidade e a garantia dos meios de subsistência de quem vive da pesca e de outros recursos naturais, sobretudo marinhos, dependem em larga medida da sua sobrevivência. E a das comunidades costeiras, recordou o governante, está directamente ligada à do próprio mangal.
O apelo estendeu-se às lideranças locais, comunitárias e religiosas, mas também à juventude. A todos, o governador pediu empenho na protecção do ecossistema, travando uma exploração desenfreada e desregrada dos seus recursos. Segundo o jornal moçambicano IKWELI, foi este o tom que marcou a cerimónia em Angoche.


