Manter as aldeias vivas, atrair novos agricultores e garantir a quem vive no campo os mesmos serviços de quem vive na cidade. São estes os objectivos de uma nova carta assinada na feira de Libramont, que fixa prioridades comuns para o futuro das zonas rurais da Grande Região.
O documento foi rubricado por Martine Hansen, ministra da Agricultura, da Alimentação e da Viticultura. Ao seu lado assinaram a ministra valã da Agricultura e da Ruralidade, Anne-Catherine Dalcq, o secretário de Estado do Sarre, Sebastian Thul, o secretário-geral para os assuntos regionais e europeus da prefeitura do Grand Est, Samuel Bouju, a vice-presidente da mesma região, Béatrice Moreau, e o director do ministério da Agricultura da Renânia-Palatinado, Walter Reineck. Hansen agradeceu à presidência valã da cimeira da Grande Região o empenho na conclusão do texto, elaborado no seio do grupo de trabalho «Agricultura e Florestas».
A carta assenta numa ideia simples: qualidade de vida elevada e acesso equitativo aos serviços para todos, morem no centro urbano ou no meio rural. Um ponto merece destaque particular — a renovação das gerações no campo. Sem novos agricultores que retomem ou criem explorações, dificilmente se garante uma agricultura dinâmica e a segurança alimentar a longo prazo. A cooperação transfronteiriça deverá igualmente sair reforçada na saúde animal e na gestão de crises sanitárias.
«A Grande Região é uma verdadeira força de coesão na Europa. Ao unirmos as nossas competências e as nossas experiências, podemos dar respostas concretas aos desafios dos nossos territórios rurais e reforçar a sua atractividade», afirmou Martine Hansen.
E agora? A assinatura é apenas o ponto de partida. Segue-se a troca de boas práticas e o desenvolvimento de projectos conjuntos, com uma conferência LEADER à escala da Grande Região marcada para o outono de 2027. O encontro juntará os 65 grupos de acção local LEADER, com o objectivo de multiplicar contactos e abrir caminho a novas colaborações além-fronteiras. Estes grupos têm um papel decisivo na mobilização dos cidadãos e na divulgação da Grande Região através de acções no terreno, das quais nascem muitos projectos inovadores, feitos à medida das ideias e das necessidades de cada comunidade.
O exemplo vem de casa: o LEADER Miselerland, no Luxemburgo, e o LEADER Moselfranken, na Alemanha, formam a primeira cooperação transfronteiriça da União Europeia assente numa estratégia comum de desenvolvimento local, partilhada de ambos os lados da fronteira.
Para a ministra luxemburguesa, é essencial que a abordagem LEADER mantenha o seu lugar na Política Agrícola Comum. É esse enquadramento, sublinha, que permite apoiar iniciativas locais e inovadoras, próximas das pessoas, ao mesmo tempo que aproxima os territórios rurais europeus. Com esta carta, os parceiros da Grande Região renovam a vontade de trabalhar em conjunto por campos vivos, resilientes e com futuro.


