A melhoria da qualidade, da equidade e da inclusão no ensino são-tomense volta a estar no centro das atenções no decorrer da 7.ª Missão Conjunta do Projecto ERGUES — Ensino e Reforma da Governação Educativa em São Tomé e Príncipe —, iniciativa financiada pela Cooperação Portuguesa. Segundo o Jornal Tropical, os trabalhos reuniram especialistas portugueses e quadros do Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior (MECCES) em torno de formações e sessões práticas dirigidas a profissionais do sector.
Três nomes marcam esta deslocação. Zélia Breda, docente da Universidade de Aveiro, orienta os encontros vocacionados para o ensino do turismo. Eunice Freitas, consultora em educação especial e inclusiva, conduz a formação sobre perturbações de aprendizagem. E Tiago Matos Fernandes, consultor de desenvolvimento internacional, assegura a componente ligada à gestão de projectos. Cada um assume uma frente distinta do programa.
A capacitação em Formulação, Monitorização e Avaliação de Projectos prolonga-se pelos cinco dias no Auditório do Centro Cultural Português. Com o propósito de dotar os colaboradores do MECCES de ferramentas para desenhar e avaliar projectos segundo as melhores práticas internacionais.
Paralelamente, a Sala de Formação do mesmo centro acolheu uma acção dedicada à PHDA e à dislexia. Orientada por Eunice Freitas, com Maria Semedo e Odayr Bandeira, do Gabinete de Educação Especial do MECCES, a formação destinou-se a docentes e orientadores pedagógicos do 1.º Ciclo do Ensino Básico. O foco recaiu na identificação precoce de sinais de alerta e em estratégias inclusivas ajustadas ao contexto escolar e familiar.
Já os encontros liderados por Zélia Breda prepararam os professores que irão leccionar as componentes científica e tecnológica das 11.ª e 12.ª classes do Curso de Turismo. Pretende-se reforçar competências pedagógicas e didácticas para uma aplicação eficaz do currículo.
O ERGUES estende-se por 36 meses, de 1 de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2026, e organiza-se em quatro eixos de intervenção: o ensino técnico-profissional de dupla certificação, a produção de materiais didácticos digitais para os ensinos básico e secundário, a formação de professores e a investigação em educação, e ainda o reforço da capacidade institucional do Ministério da Educação. O objectivo transversal é elevar a qualidade, a equidade e a inclusão do sistema educativo.
O financiamento chega através do Camões, I.P., no âmbito da Cooperação Portuguesa. A coordenação e o cofinanciamento cabem à Associação Marquês de Valle Flôr e ao Instituto Marquês de Valle Flôr. Como parceiros de implementação e cofinanciadores figuram a Universidade de Aveiro, a Universidade de Évora, o Instituto Politécnico de Santarém e a Universidade Católica Portuguesa. Do lado são-tomense, o MECCES e a Universidade de São Tomé e Príncipe assumem-se como principais beneficiários.


