A ausência de vítimas mortais entre os cidadãos da Guiné-Bissau residentes na Venezuela trouxe algum alívio a Bissau, num quadro de destruição em que os sismos de 24 de junho já provocaram mais de 1.700 mortos e milhares de feridos. Entre os 135 estudantes guineenses que se encontram no país foram reportados apenas alguns ferimentos ligeiros, de acordo com as autoridades da Guiné-Bissau.
O Governo guineense afirma acompanhar a situação dos seus nacionais desde as primeiras horas que se seguiram ao abalo. Segundo a Deutsche Welle, que noticiou o comunicado oficial, as informações relativas aos estudantes foram recolhidas através da embaixada da Guiné-Bissau em Havana, em coordenação com os representantes dos próprios estudantes. As autoridades diplomáticas garantem acompanhar permanentemente a situação e prestar a assistência necessária.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades assegura que continuará a seguir a evolução dos acontecimentos, em estreita coordenação com as autoridades competentes, mobilizando os recursos necessários para apoiar os seus cidadãos. No mesmo comunicado, Bissau manifestou solidariedade para com o povo venezuelano e reafirmou o compromisso com a protecção e o bem-estar dos guineenses no estrangeiro.
O balanço da catástrofe, entretanto, agrava-se a cada dia. Os números provisórios apontam para 1.719 mortos e 5.034 feridos, um saldo que as próprias autoridades venezuelanas admitem poder ainda alterar-se à medida que prosseguem as operações de busca e salvamento, para as quais vários países já enviaram equipas especializadas.
A capital, Caracas, e a região de La Guaira, uma das mais afectadas, concentram grande parte dos estragos, com dezenas de edifícios a ruírem ou a ficarem gravemente danificados. Organizações internacionais alertam para a rápida deterioração da situação humanitária, marcada pela escassez de bens essenciais e por uma forte pressão sobre o sistema de saúde, enquanto a resposta ao desastre prossegue e a comunidade internacional acompanha os acontecimentos com apreensão.


